terça-feira, 28 de agosto de 2012

Greve dos federais começa a regredir


Servidores federais de 18 categorias decidem encerrar greve

Do UOL, em São Paulo


Dezoito categorias de servidores ligados à Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal) decidiram nesta terça-feira (28) aceitar a proposta de reposição de 15,8% escalonada em três anos, feita pelo governo, e encerrar a greve que já durava cerca de dois meses em todo o país.
De acordo com o coordenador-geral da entidade, Josemilton da Costa, a decisão foi tomada em uma plenária nacional realizada em Brasília e vale para as 18 categorias ligadas à entidade e que negociaram de forma unificada. O retorno ao trabalho deve acontecer na próxima segunda-feira.
Meu comentário:
Várias categorias ainda mantém a greve, como fiscais agropecuários, servidores de agências reguladoras, agentes da Polícia Federal e funcionários do INCRA. Mas todas devem decidir ainda esta semana se continuam ou não o movimento. Obviamente que a pressão será forte para a aceitação da proposta governamental. Ficam duas lições: a) o governo federal precisa ser mais profissional na condução das negociações e b) a politização crescente das categorias de funcionalismo público forçará ações sindicais mais agressivas daqui por diante. A disputa entre CUT e outras centrais sindicais que recebem apoio no interior das categorias de servidores públicos, como a Conlutas, e mesmo a disputa no interior das chapas majoritárias (caso da Condsef), pressiona progressivamente, as direções sindicais, mesmo as mais governistas. O interessante é que Sérgio Mendonça (na foto), ex-diretor do DIEESE e atual Secretário das Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento (que esteve à frente das negociações) é, evidentemente, experiente nesta área. O que sugere certo desencontro no interior do próprio governo.  

2 comentários:

Rodrigo Machado disse...

ouça os áudios das reuniões da Fasubra (por ex.) com o Sr sérgio Mendonça - é deprimente. O governo ficou um ano e dezenas de reuniões sem fazer uma proposta, fez a MP 568 que reduzia os salários dos médicos em maio (após um mês o governo assumiu ter sido um erro de digitação - de quem? as vítimas das greves contra a MP querem saber!) e após um mês e meio de greve fez a proposta finalmente. Nunca vi negociação mais arrastada, mal conduzida e, diria, irresponsável.

SENÔ JÚNIOR disse...

Essa queda de braço demonstrou que existe forte insatisfação da classe federal em relação aos seus ordenados. Essas greves foram pontuais e indicam claramente que milhões de votos podem ser depositados em nomes que não representam o stabilishement político atual.Considerei esse aumento escalonado de 15,8% em tres anos uma piada e aramadilha para os servidores federais.O que o governo tenta garantir são os votos nessa próxima eleição que determinará o novo tabuleiro político que definirá como será o balanço do navio nas próximas eleições presidenciais isso, se até lá não tiver caido uma barra de ferro em cima da cabeça de nossa democracia embrionária.