quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Aécio no páreo

Fui coordenador em campanha presidencial, de campanha para governador, deputado, prefeito e vereador.
Posso afirmar que nenhum estrategista de campanha diria que Aécio é uma decepção porque não apareceu muito no ano passado. Vou até mais longe: quem diz isto joga água no moinho de Serra.
Com o que um estrategista de Aécio teria preocupação, neste momento? Com o aprofundamento ou crescimento vertical da campanha. O que significa isto? Que ele precisa criar raízes em seu próprio partido (para garantir a legenda sem desgaste) e em alguns territórios onde não tem lastro (como o nordeste). E, obviamente, se preocupar com a vitória em cidades-polo de sua terra natal, Minas Gerais.
Não se trata, portanto, de um momento para criar fatos políticos, dois anos antes do pleito e em ano de eleições municipais. Seria um desgaste desnecessário e que dificilmente reforçaria seu nome na memória dos eleitores.
Neste sentido, a entrevista de FHC para o The Economist foi providencial. Destruiu o nome de Serra (jogou toda a culpa da derrota no seu colo e, ainda, o chamou de arrogante) e sinalizou para todo partido que a bola da vez é Aécio Neves. Um presente e tanto às vésperas do carnaval, uma das festas brasileiras mais queridas pelo senador mineiro.

2 comentários:

SENÔ JÚNIOR disse...

Bom, após a sinalização do ex presidente FHC em entrevista ao The Economist, Aécio que eu disse mesmo aqui neste Blog não saia um palmo acima do chão, recebeu uma boa alavancada dentro do próprio PSDB. Agora cabe ao Diretório Nacional definir.Esperar o apagar das luzes para a definição não é de bom alvitre. Leiam a cartilha de como jogar claro, quem sabe saia alguma coisa boa disso tudo. Serra está precisando mesmo de um descanso e FHC sabe disso.Serra apoia Aécio e o jogo dentro do PSDB no que tange à disputa para a Presidência fica definido.Creio que por direito e por justiça Aécio deveria ser o nome escolhido pelo partido que uma vez definida a situação precisa unir-se verdadeiramente para atingir o objetivo e não ficar apenas na retórica.

Regina Márcia Oliveira disse...

É, e Aécio ficou quietinho como todo bom mineiro. Esperando o momento certo e controlando a vaidade. Vaidade essa que Serra nunca conseguiu controlar. Ais uns dos motivos pelos seu alicerce ficou trincado desde do último pleito.
Rudá Ricci admiro as coisas que vc escreve, por isso sigo o seu blog e tbm no twitter.
Até!
Regina Márcia
http://jeitinhomineiro.blogspot.com/