domingo, 5 de maio de 2013

Vereadores do PSB de Belo Horizonte ameaçam debandar

As coisas não andam bem na política mineira. O caldo desanda como se existisse um relógio imaginário marcando os minutos que faltam para as eleições de 2014. 




Vereadores do PSB ameaçam debandar


Publicação: 05/05/2013 06:00 Atualização: 05/05/2013 09:00

Alice Maciel

Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o PSB e o PT têm as maiores bancadas: seis vereadores cada ( (Beto Magalhães/EM/D.A Press))
Na Câmara Municipal de Belo Horizonte, o PSB e o PT têm as maiores bancadas: seis vereadores cada
Os vereadores de Belo Horizonte do PSB, partido do prefeito Marcio Lacerda, estão ameaçando boicotar os projetos de autoria do Executivo e até mesmo deixar a legenda caso o prefeito não atenda suas reivindicações. Os parlamentares querem espaço no governo municipal e maior participação nos assuntos do Executivo na Câmara. “Não fomos atendidos em nada, nenhuma indicação nossa foi acatada, estamos na vice-liderança mas a gente não tem atenção nenhuma”, reclamou o vice-líder do prefeito e do PSB, vereador professor Wendel.

O líder da bancada, vereador Dr. Nilton, afirmou que falta diálogo da prefeitura com os parlamentares do PSB. “Queremos mais contato com o prefeito sobre os projetos. A gente não se sente tão contemplado”, argumentou. Na sexta-feira, quatro dos seis parlamentares do PSB se reuniram depois do plenário para discutir a relação com o Executivo. Não participaram do encontro o vereador Alexandre Gomes, que, conforme colegas, desde que anunciou a saída do partido, em fevereiro, não se reúne com a bancada, e Bispo Fernando, que estava viajando.

“Nós decidimos que, se o Executivo não mudar o comportamento com a gente, vamos tomar nossas iniciativas aqui”, contou o vice-líder do governo. Segundo ele, os parlamentares combinaram de não votar os projetos de autoria da prefeitura e de não se empenhar em analisar as propostas do Executivo que passarem pelas comissões presididas por vereadores do PSB: a de Saúde e a de Administração Pública.

As ameaças dos aliados não param por aí. Professor Wendel disse que pode migrar para o partido ainda em formalização na Justiça Eleitoral Mobilização Democrática (MD) – resultado da fusão do PPS com o PMN – caso o prefeito não ceda. “Ele (Lacerda) atendeu até a oposição”, comparou, citando a entrega da Regional Noroeste ao vereador Wellington Magalhães (PTN) e a continuidade da influência de Preto (DEM), agora líder do prefeito na Câmara, na Regional Oeste.

O vereador Alexandre Gomes (PSB) está estudando também a possibilidade de ingressar no MD. Logo no início do mandato, em 4 de fevereiro, ele anunciou em plenário seu "desligamento temporário” do partido, que integra desde 2004. Ele alegou ontem não ter nada decidido a respeito de sua saída da legenda, mas admite ter conversado com outras siglas. Sem os dois parlamentares, a bancada de oposição ao prefeito, do PT, passaria a ter o maior número de parlamentares: seis.

Datas comemorativas Das oito propostas que estão na pauta de votações de segunda-feira, quatro criam datas comemorativas. De autoria do vereador Tarcísio Caixeta (PT), o primeiro projeto da pauta institui o Dia Municipal do Povo Cigano. Os parlamentares também devem votar as propostas que criam o Dia Municipal do Guarda Municipal, do vereador Pablito (PSDB); o Dia do Maître, projeto do vereador Joel Moreira (PTC), e o que cria o Dia Municipal do Agente de Segurança Socioeducativo, do ex-vereador Daniel Nepomuceno (PSB).

Nós decidimos que, se o Executivo não mudar o comportamento com a gente, vamos tomar nossas iniciativas aqui - Professor Wendel,  vice-líder do prefeito e do PSB

Um comentário:

márcia figueiredo disse...

A coisa está se complicando em BH. Não dá pra saber no quê vai dar isso..