quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Previsões para 2014

Política não é matemática. Mas, como li outro dia, ser humano adora dar notícia.
Vou arriscar. Se nos pautarmos pelas eleições deste ano, 2014 será similar a 1989: todos partidos lançarão candidatos. Talvez, a exceção seja o PMDB, que não consegue se unificar nacionalmente.
No resto, Dilma disputará com Aécio, Eduardo Campos e mais uns 5 ou 6 candidatos. Marina se prepara, também, com novo partido a ser lançado em 2013.
Com 32 prefeituras a menos em SP e 13 em MG, Aécio não vive o que planejava um ano atrás. Tenta posar de vitorioso, mas poucos analistas acreditam no velho marketing aecista. Se Serra perder na capital paulista para Haddad, a sinalização para o PSB forçar independência em MG (com Lacerda) será quase irresistível.

5 comentários:

Unknown disse...

Será, Rudá?
Você disse que "todos os partidos lançarão candidatos". Vou considerar que você toma PT, PMDB, PCdoB, PP, PR, PDT indissociáveis. Neste cenário, realmente teremos muitos outros candidatos.

Imagino que, nas vésperas das eleições, o que se chama de "condomínio governista" não vai querer perder o apoio do Lula e a popularidade da Dilma... ainda mais pela tendência das eleições deste ano de crescimento do PT.
O PSB, pelo seu crescimento e pretensões, talvez se descole no primeiro turno com muito pudor, para não se dissociar do lulismo.
O tal "partido da Marina" tem tudo pra arrancar uma fatia boa de votos, uma vez que conta com setores do PSOL, do PDT, PV e mais alguns tantos oportunistas e iludidos moralistas.

Chuto: Dilma, Aécio, Eduardo, Marina, PSOL (se tudo der certo e fizermos nosso trabalho direito, frente de esquerda com PCB e PSTU) e os nanicos de sempre.

Abraço,
Juliano Berquó.

joao carlos disse...

Rudá, acho que Eduardo Campos não se lança agora, vai preparar o caminho de 2018, procurando levar a maioria da base de governo. Lembrando que todos os partidos criticam o PT pelo hegemonismo quando governa.

Acredito que teremos apenas Dilma, Aécio e Marina como candidatos fortes em 2014 e uma grande divisão em 2018

Rudá Ricci disse...

Esta é o que está definido até agora, João Carlos. E é possível que fique assim. Mas, pense comigo. O que impediria o PSB de lançar um candidato e, na hipótese de não ir ao segundo turno, compor novamente com o PT? A questão é que se Dilma estiver com altíssima popularidade, esta hipótese passa a ser praticamente nula.

Luis Alberto Bassoli disse...

Rudá
Vamos discordar...cometi um erro parecido na previsão para a prefeitura de TO. Imaginei que teríamos aqui muitos candidatos na eleição municipal. Não previ o óbvio: veio a ordem de cima, do PSDB, 17 partidos se uniram com o candidato do governo, e acabou. Bipolarizada a eleição.
Como vc já comentou, se Dilma estiver forte, ninguém vai gastar dinheiro na eleição...aliás, não podemos esquecer que o esquema Serra (riquíssimo, se Privataria Tucana estiver correto) gastou dinheiro nas últimas campanhas com a dele, a de Marina Silva e Cristóvão Buarque.
A próxima campanha eleitoral será da seca de dinheiro. Dilma fechou várias torneiras nos ministérios, Cachoeira secou...
Política não é matemática. Se Dilma continuar do jeito que vai, pode preparar o tailler para a posse. Eduardo Campos não terá dinheiro para campanha. Aécio terá?
A 'elite das elites' está com o PT, o círculo está fechado.
Uma pergunta final: Serra não será candidato, com o dinheiro que tem? Sei que voto não tem, mas desconfiômetro também não...

Unknown disse...

Rudá, a hipótese de Eduardo Campos sair agora e recompor num segundo turno existe, principalmente para marcar um campo político e ampliar em 2018, além de dar maior visibilidade ao governador de Pernambuco.


Porém isto terá que ser feito com extrema cautela. Um divorcio entre Campos e Lula, naufragaria as chances reais do Governador e pode levar a um declínio de seu poder no nordeste. Outra preocupação do socialista é com o perigo de sua candidatura servir para debilitar a Dilma num confronto com o Aécio.

Ou seja, Eduardo Campos tem a difícil missão de ser o sucessor do Lulismo e se distanciar do PSDB ao mesmo tempo. Se ele conseguir seguir esse caminho de terceira via, provavelmente será presidente da república.