sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O panelaço contra Cristina Kirchner

Ontem teve panelaço na Argentina contra a possibilidade de terceiro mandato de Cristina como Presidente, o que significa mudança na legislação eleitoral do país vizinho. Entrei em contato com dois amigos que residem em Buenos Aires para saber o que ocorreu. Recebi uma primeira notícia, de Cesar Felício, do Valor Econômico. Diz ele:

"Estive acompanhando com outros amigos da sacada de um hotel em frente ao Obelisco. Nunca vi tanta gente junta, impressionante. O ato foi pacífico, com imensa maioria de manifestantes da classe média. Poucos cartazes se referindo à economia e muito sobre política, sobretudo a questão da nova reeleição. Não havia coloração partidária entre os manifestantes, embora seja evidente que houve organização, e bem eficiente."

Não sei até que ponto abala as pretensões de Cristina, mas aumenta o cacife do prefeito de Buenos Aires, Maurício Macri, opositor.

2 comentários:

Dulcinéa disse...

Aqui no Brasil, a grande mídia especulou que especulou sobre que Lula queria um 3º mandato. Claro, provou-se que era mais uma tentativa da mesma de desestabilizar o governo com viés de esquerda e acertar Lula.
Não deu em nada. Lula não queria. E se queria, soube respeitar a Constituição, o que seu antecessor, bajuladíssimo pela mesma mídia, não soube fazer, mandando comprar votos para se reeleger, escândalo até hoje não investigado devidamente. Nem pensar em fazer do mesmo o espetáculo midiático que fizeram do dito "mensalão".
Não sei se Kichner quer mesmo um 3º mandato. Quem se insurge é a classe média, como sempre, insatisfeita em ver pobres serem como ela. Kichner fez lá a "ley de los meyos" para regular a grande imprensa, o que está longe de ser censura, como querem nos convencer os ditos cujos.
Agora a pergunta: Não querer a Kichner para quê? Para por no poder um governo neoliberal, que parece ser a ideologia desse prefeito de Buenos Aires? Me responda, Rudá, você torce, em sã consciência, pelos governos neoliberais, justo agora quando a América Latina se distingue do resto do mundo, por adotar políticas de inclusão? É inadmissível. Por mais que se critique os governos, hoje no poder, na América Latina, pensar em retroceder é um contrasenso. Ainda que se tenha dos mesmo uma avaliação crítica, e eu a tenho, mesmo como filiada ao PT.
Derrubar Dilma, Kichner, Chavéz, Morales e outros, para colocar o que e quem no lugar?
Parece que o Paraguai, assim como Honduras, está fazendo escola.

João Luiz Pena disse...

Caro Rudá,
Seu post está em conflito com a informação oferecida por esse blog: http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/violencia-explode-nos-protestos-mais-do-mesmo-na-argentina/