segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nem com a queda de Palocci a oposição aparece


O mais intrigante deste momento político é que a queda do Palocci foi obviamente uma derrota política do governo federal. Ora, era de se esperar que a oposição crescesse e que alguns de seus líderes avançassem no ataque, fazendo contraponto ao governo enfraquecido. Mas não foi isto o que ocorreu. A oposição continua em seu mesmo lugar, limitada ao seu tamanho original. Continua fiel à sua Síndrome de Tribuna. Não consegue ocupar outro espaço.

4 comentários:

Álbano Silveira Machado disse...

Rudá,
mas qual espaço que a oposição tem além da Tribuna? A sua mídia está perdida também pois o Palocci era, de certa forma, um dos seus interlocutores no governo, uma ponte entre o tucanato e o PT.
A oposição procura um novo foco, ou seja, a próxima vítima. Algum dos ministros ou presidente de estatal que tenha telhado de vidro.
E é só.

Rudá Ricci disse...

Álbano,
É a rua, caro. A oposição não sabe andar na rua, fazer política nos bairros. Política se faz em bairros e locais de trabalho. Esta é a diferença em relação ao século XIX e primeira metade do século XX.

SENÔ JÚNIOR disse...

O ideal é que a oposição trabalhe em favor de projetos que beneficiem o povo brasileiro, lembrando que essa oposição que está ai já foi poder um dia.A rua é o principal palco ,é o contato com o povo e, nisso, o Rudá está correto. O PT ainda sabe ir para as ruas, muito embora esse PT de hoje desagradar-me bastante.Essa oposição que está ai só late e mais nada.

Álbano Silveira Machado disse...

Rudá, eu também concordo com você que a política se faz na rua, nos espaços públicos, "onde o povo está", onde vive, trabalha e se diverte.
Os Parlamentos são espaços inócuos, cada vez menos representativos do pulsar das veias públicas.
Acontece que o tucanato não tem jeito e coragem de olhar o povo nos olhos e enviar a sua mensagem.
O próprio PT vem perdendo, cada vez mais, este espaço, ao privilegiar as disputas institucionais. Embora, ainda tenha sua representatividade.