domingo, 19 de junho de 2011

Desigualdade regional em queda


Mais um dado confirmando a arrancada do país nos últimos dez anos. A folha divulgou, com base nos dados do Censo Demográfico do IBGE, que a desigualdade social entre regiões caiu. Reportagem de Antônio Gois, Pedro Soares e Simon Ducroquet na edição deste domingo mostra que investimentos regionais, Bolsa Família e salário mínimo explicam redução das disparidades na última década.
A comparação da renda média domiciliar per capita em 2000 e 2010 revela, por exemplo, que municípios do Nordeste tiveram os maiores ganhos na renda por pessoa, enquanto cidades paulistas lideram a lista das que menos avançaram na década.
Considerando apenas os municípios com mais de 100 mil habitantes, entre os 50 que mais avançaram, metade são nordestinos e um paulista (Franco da Rocha).
É interessante como os dados continuam reforçando a imagem do lulismo como ruptura na política republicana, em especial, no período pós-regime militar. Os dados de aprovação de Lula, os dados recentes em que a maioria dos brasileiros desejam a interferência de Lula na gestão Dilma e este dado sobre queda da desigualdade regional corroboram o que já parece um fato e não uma mera interpretação.
O que me assusta é a resistência de assimilação dos editores da grande imprensa e parte considerável dos intelectuais brasileiros. Tentam diminuir os méritos de dois governos que mudaram o rosto do país. Sem dúvida, poderia muito mais. Mas não tem como negar que fez muito mais que o restante da grande maioria dos governos tupiniquins.

Um comentário:

Samuel Maia disse...

Rudá,
Os "dois governos" que você se refere são os dois mandatos do Lula ou os governos Lula e FHC?
Como leigo em política, reservo-me no direito de ver com muita simpatia essa análise presente no seu post. Enxergo que, daqui a 30 anos, quando os livros de história forem abordar o período de Lula no poder, encontraremos análises bem semelhantes a essa: muita melhora e, ao mesmo tempo, muita coisa que poderia ter sido transformada.
Essa minha ideia é muito mais baseada numa intuição do que numa constatação. Porém, diante de uma imprensa pouco confiável e de uma militância que é muito mais torcedora do que analítica - convenhamos, é este seu papel -, vejo que a intuição é, no momento, até bastante confiável.