quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Desenvolvimentismo, hoje


Ricardo Bielschowsky (ver nota abaixo) sugere por concepção ortodoxa: as reformas de segunda geração e combate à pobreza e concentração de renda. Por heterodoxa inclui estratégias de desenvolvimento pautadas pelo consumo de massa; pela inovação e competitividade; pela integração territorial e pelo combate à pobreza e concentração da renda.
O esquema que apresenta é muito próximo do fordismo: vincula aumento de renda familiar com aumento de consumo que, por seu turno, estimularia investimentos produtivos e inovação o que propiciaria produtividade e competitividade. Daí,a Roda da Fortuna continuaria a girar... o velho pacto fordista.
Para isto, sugere a mudança do consumo: ao invés do focado na elite, agora seria a vez do consumo de massas.
Os investimentos estariam centrados em infra-estrutura, educação, inovação e apoio a setores de ponta tecnológica.
Sugere a ampliação da base produtiva já existente (indústria/agricultura/mineração/infra-estrutura) + expansão acelerada de alguns setores (difusores de progresso técnico? Promotores de encadeamentos produtivos domésticos? ) + progresso técnico incorporado em bens de capital e em “intangíveis”.

Sinceramente, não vejo grandes novidades. Mas casa feito uma luva com a estratégia lulista. Minha impressão é de provisoriedade conceitual.

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