quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Guerra em escola pública


Estou em São Paulo (estive desenvolvendo uma oficina de construção de indicadores de monitoramento do projeto Microbacias 2, da CATI, a Emater de SP e amanhã estarei com os diretores do Sinesp). As manchetes de todos jornais paulistas e paulistanos estampam o caso de uma guerra que ocorreu numa escola estadual (EE Amadeu Amaral, no Belém, zona leste da capital paulista), envolvendo alunos. Tudo iniciou com uma briga entre duas estudantes. A história foi piorando a ponto dos professores ficarem ilhados. A PM foi chamada e os alunos dizem que foram espancados. O Diário de São Paulo afirma que parecia uma das rebeliões da FEBEM. Muitos pais decidiram retirar seus filhos da escola. Esta situação não é nova, mas vai evoluindo em todo mundo. Alguns anos atrás, o governo francês patrocinou um evento internacional sobre violência nas escolas. O evento recomendou, ao final, que o tamanho das escolas não poderia ultrapassar 600 alunos, justamente para propiciar maior proximidade com alunos e se antecipar às situações tensas. O termo BULLYING é um dos mais citados na literatura escolar. Bullying seriam todas formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Enfim, este é um tema do século. Estou lendo o livro de Howard Becker, "Outsiders" que trata indiretamente deste assunto. Desmistifica a relação direta do "desvio de comportamento" com causas psicológicas ou econômicas. Seria importante aprofundarmos estas situações evitando a tradicional repressão "disciplinadora" como resposta dos adultos ao mundo e subculturas juvenis.

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