quinta-feira, 26 de abril de 2012

Código Florestal: o espelho do gerenciamento político de Dilma

Ela é considerada uma boa gestora. Seu programa voltado para o fomento do desenvolvimento e consumo, no velho estilo keynesiano-fordista, já está claro. Mas é um desastre no gerenciamento político.
A derrota, ontem, na Câmara Federal (Código Florestal), por 274 votos contra 184, chega a ser  humilhante.
Agora, está tudo liberado: desmatamento em topos de morro e manguezais, assim como liberação de crédito para quem desmatou. Um ataque frontal à natureza e sustentabilidade.
Várias organizações da sociedade civil pedem o veto presidencial. Se vetar, a situação no Congresso será ainda pior e haverá troco. O relatório aprovado, lembremos, foi redigido por um peemedebista (Paulo Piau, de MG). Digamos que as feridas abertas com as demissões de peemedebistas que estavam instalados no governo federal estavam quase fechadas. Dilma vai topar mais este confronto? Se topar, não terá que oferecer a cabeça de alguém de sua confiança em troca?

4 comentários:

Aluisio Junior disse...

A base aliada tem demonstrado ser a pior oposição que o governo poderia esperar. Aquela que só é combatida cedendo poder.

Aluisio Junior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eliete disse...

Venho acompanhando há algum tempo suas criticas 'a faltado "jogo de cintura" da presidenta e, em geral, concordo com elas. Agora, em relação ao "desastre" que resultou na votação do famigerado Código florestal, gostaria de lembrar a composição do Congresso, comprando número de representantes de ruralistas, banqueiros etc, o que, na minha opinião, relatividade o "desastre" Dilma, pois nem o grande negociador Luís Inácio conseguiria fazer que esses parlamentares votassem contra os interesses que representam, não acha?

Rudá Ricci disse...

Eliete,
Concordo com você. Desde os anos 1980, 50% dos deputados têm relação direta ou indireta com grandes propriedades rurais, nem sempre produtivas. Mas é por isto mesmo que ela deveria saber jogar. Lula não dividia tanta bola como ela. Sabia jogar e escolhia o que entregava e o que negociava. Ela não é assim. É muito linear, retilínea.