domingo, 8 de setembro de 2013

A nova direita nas ruas de BH

O Anonymous vai se constituindo na direita envergonhada, mas que deseja ser alguém quando crescer. Já convocou os seus primeiros 1,4 milhão para as ruas. É verdade que poucos aceitaram a convocação, mas basta mostrar a convocatória feita no facebook aos netos e omitir as manchetes dos jornais do dia seguinte e fica tudo em casa.
Em BH, contudo, surgiu uma direita menos envergonhada e que não convoca, mas intimida. São três grupos com articulações nacionais: Nova Inconfidência (achei chato este nome porque confunde com uma rádio bacana de BH), Carecas do Brasil (antigamente, cantavam a ausência bem alto procurando ganhar as mulheres no grito) e um tal RPJ (reforma política já). Este último é coisa fina. Papo reto, moralista. Dizem que querem instituir a ética e reduzir drasticamente (este drástico ficou meio fora de contexto, mas nem tudo que reluz é ouro, né?) os índices de corrupção no cenário político nacional. Tenho a impressão que a palavra cenário aí na frase anterior é que ensejou colocarem no site deles vários depoimentos de atores globais afirmando que apoiam este... movimento?
Não sei não. Este RPJ está mais para RPG.
Da minha parte, acho bom que esquerda e direita se encontrem nas ruas. É mais democrático. Sei que ultimamente o encontro não é recheado de um bom papo, mas já é alguma coisa. Ruim é a militância de sofá e poltrona. A gente nunca sabe quantos são e o que estão pensando (estou pedindo muito?).

6 comentários:

AF Sturt Silva disse...

Me explica por que vc considera os tal "mascarados" como direita.

Alias, qual sua definição para direita e esquerda mesmo?

Tá estranho...

Rudá Ricci disse...

Vixe, Sturt, você está confundindo as bolas. Eu sou contra anonimato, mas não disse que os mascarados são de direita. Dá uma olhada outra vez no que escrevi.

AF Sturt Silva disse...

"O Anonymous vai se constituindo na direita envergonhada"...

Os textos deles nas redes é de gente conservadora,+ não de direita. Pra mim falta teoria, formação política, estudo e experiência de militância para eles. Sem contar que são movimentos assim como os Black Bloc sem liderança, estrutura organizada,etc. Mais eles não querem mudança progressista? A direita jamais defende isso...

Se considerarmos que quem fala em combate a corrupção no sentido udenista do termo é direita, boa parte da classe C também vai ser. E ninguém coloca a tal classe C como de direita, no máximo conservadora.

Os governistas estão espalhando hoje que essa turma é cria do PSDB. Logo de direita.

Eu defendo o uso das máscaras, o estado está muito repressor, não pode ficar dando bobeira ai...

Pelo jeito nem quero ver o vídeo do "Entre Aspas"...kkk

Marcelo Rocha Matos disse...

A questão em voga hoje não é mais 'esquerda' e 'direita'. Estas denominações não cabem a estes movimentos. A questão real hoje é o poder. Apenas isto.

Roque Callage Neto disse...

Ricci,boa noite.Acho engraçado que vc ainda usa profusamente conceitos de "direita", "esquerda", "nova direita", etc...ainda tem dificuldade de chegar a Giddens, Touraine, o próprio Castells (embora o cite), mesmo Bourdieu, James Coleman, John Durston, enfim, todos os pós-estruturalistas dos anos 90/2000, em convergência com fenomenólogos e Weber.Todos os ex-petistas são assim.Pare de de ver um arco assim tão rígido, amigo, tão maniqueísta, construção de cidadania em primeiro lugar, menos igrejismo estrutural, um abraço...

Rudá Ricci disse...

Acho engraçado que tenha gente que se deixe levar por esta lenga lenga que não há direita ou esquerda. Trata-se de um gradiente relacional. Sempre haverá esquerda ou direita. Tentam, na base do tapetão, dizer que não existe Lua ou Sol. Como é possível que se acredite nesta baboseira? Classicamente, direita é quem valoriza mais a liberdade individual e esquerda quem valoriza a igualdade. Os dois ideários se engalfinham o tempo todo e são antagônicos. Eita gente que se deixa levar!