
Uma última nota sobre Santa Catarina. Descontentes com os critérios de distribuição de cargos anunciados pelo governador eleito, Raimundo Colombo (DEM), as bancadas do PSDB e PMDB do Estado sugeriram o que denominaram "modelo Aécio": para cada indicação de técnico para o secretariado (supostamente não indicados pelos partidos aliados), os parlamentares receberiam "compensação" através de emendas parlamentares no orçamento estadual. O líder da bancada do PMDB afirmou publicamente que este modelo diminuiria "a fome or cargos entre partidos aliados".
Que tal?
Um comentário:
Caro Rudá,
tenho para mim que a suposta indicação de técnicos para a ocupação do primeiro escalão do governo é uma forma de escamotear o perfil político de uma determinada gestão.
Ora, em última instância, os técnicos são meios de implementação de decisões políticas. Eles são, em tese, um corpo intermediário entre os políticos e a sociedade, com a missão de fazer valer a vontade do povo; normalmente, através dos representantes eleitos. Por isso, esse "modelo Aécio" é falacioso, já que os técnicos não decidem, só implementam.
Essa idéia de preenchimento de cargos políticos com técnicos gera, na verdade, um enfraquecimento/empobrecimento da política. Basta ouvir Aécio ou Anastasia: a todo momento eles falam em decisões "naturais" ou escolhas para o "interesse de Minas"...
Resta eles explicarem o que seria natural na política ou que seriam "interesses de Minas" em um estado plural como o nosso... Os "técnicos", nesse caso, vêm como um tampão para questionamentos dessa natureza. É só para isso que eles servem nesse "modelo".
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