terça-feira, 1 de junho de 2010

A fase morna (em público) e quente (no bastidor) da campanha


Problemas da campanha lulista:
1) Maranhão
2) Paraná
3) Minas Gerais

Problemas da campanha serrista:
1) DEM
2) PPS e o próprio PSDB disputando espaço com a pressão que o DEM faz

Aproveitando o ensejo:
Há vários analistas que apostam que Serra plantou verde com esta história da Bolívia em função do anúncio próximo do governo federal em relação ao plano de combate ao crack. Pretenderia, ao se antecipar, afirmar que ele teria pautado o governo. Pode ser. Mas pode acabar retardando o anúncio do plano.
Minha opinião é que Serra não tem o feeling selvagem que a campanha está exigindo. Achei muito barroco e elíptico este movimento de plantar um tema a partir da crítica à Bolívia. O ataque frontal traria mais frutos. Acabou parecendo que não está preparado para assumir postura estadista. Lembrei da campanha de uma candidata mineira que lançou, do nada, um panfleto cujo chamada era ZIQUIZIRA. O conceito era tão distante do jargão cotidiano que logo vinha uma explicação, no mesmo folheto, sobre o que significava a palavra. Um exemplo histórico de anti-marketing político.
Tenho, ainda, que faz parte de um certo cortejo ao conservadorismo da cultura política tupiniquim. Mesmo assim, muito barroco, de difícil entendimento popular. Ainda mais em período pré-Copa.

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