
Algo de estranho paira no ar. Quatro economistas do Instituto de Pesquisas em Economia Aplicada, órgão ligado ao governo federal, foram afastados. Os pesquisadores são considerados não-alinhados ao atual pensamento econômico do governo. As demissões trazem consigo algumas situações inusitadas e estranhas. Primeiro: o presidente do Ipea, o economista Márcio Pochmann, não possui perfil para desencadar uma "caça às bruxas". Segundo: apesar disto, o grupo de análise de conjuntura não poderá fazer recomendações públicas de política econômica e o Boletim de Conjuntura da instituição será extinto. João Sicsú, da UFRJ, substituirá o diretor de macroeconomia, Paulo Levy. Fábio Giambiasi, muito criticado por ongs e movimentos sociais brasileiros (alguns dizem que virou a casaca teórica e aderiu à linha neoliberal) será substituído, possivelmente, por Miguel Bruno. Aos poucos, a PUC-RJ e FGV-RJ, que comandaram parte da política econômica e análises econômicas do governo FHC e primeira gestão de Lula, vão sendo substituídos por quadros da UFRJ, UFF, Cândido Mendes, FGV-SP e Unicamp.
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