domingo, 31 de outubro de 2010

A resposta de Nárcio Rodrigues ao Xico Graziano


Diz Narcio que os mineiros não tem "a arrogância" de Xico; "A lição sabemos de cor,só nos resta aprender.Tem gente que ainda não aprendeu"

Que clima, heim?

Tucanos paulistas já brigam com tucanos mineiros

Nem enterraram o falecido! Xico Graziano já comprou a briga com os tucanos mineiros. E Nárcio Rodrigues saiu à campo para responder. Nada como uma derrota para colocar as coisas no devido lugar!!

Itamar também perdeu


E Itamar, heim? Não conseguiu ganhar nem em Juiz de Fora. Se não existisse um Aécio em sua vida....

Não será só Aécio a se explicar


Em BH, Dilma perdeu por um resíduo, mas perdeu. Fernando Pimentel (cotado para a Secretária Geral da Presidência) e Patrus terão que se explicar. O racha entre eles colocou o PT na lona. Ao menos, na capital mineira.

Dilma Presidente, Aécio terá que se explicar


Os próximos dias serão os mais chatos da vida do senador Aécio Neves. Dilma abriu 17% de vantagem em Minas Gerais, muito acima do índice nacional. Depois passa. Mas os próximos dias....

Estarei na TV Assembléia e Rádio Itatiaia

Já estou atrasado. Já fiz alguns comentários, hoje, na Band News e agora parto para a TV Assembleía. Em seguida, rádio Itatiaia. Lá pelas 21h, volto aqui para o blog e registro os resultados finais. Arrivederci!

Aécio admite derrota e prega unidade entre oposições

Do Terra:
Durante as duas extensas entrevistas que concedeu neste domingo, em Belo Horizonte, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB) admitiu, repetidas vezes, a chance de vitória da presidenciável petista Dilma Rousseff no segundo turno. Senador eleito pelo Estado, o tucano chegou a insinuar que pode liderar a oposição caso as urnas confirmem a vitória da candidata do presidente Lula. Aécio propôs, inclusive, uma revisão no seu partido. "O PSDB, qualquer que seja o resultado da eleição, tem que assumir de forma mais clara e explícita seu passado, sua história. Eu, por exemplo, tenho um orgulho enorme do presidente Fernando Henrique", afirmou. (...) "O que precisamos é unir as forças de oposição se perdermos as eleições e nos unirmos no governo, no caso de vencermos. O DEM é um aliado natural, mas temos que ampliar nosso leque de alianças". Mesmo dizendo que não se considera "condutor de nada" neste momento, Aécio Neves já anuncia que irá colocar sua capacidade de relacionamento e bom trânsito entre partidos de vários campos em torno da construção do tal processo de união. Ele também avisou que irá contatar senadores e governadores eleitos já nos próximos dias na intenção de apresentar uma agenda de reformas - como a política - para o Congresso. (...) Com o tom de quem não descarta o papel de protagonismo alocado em uma eventual oposição, ele defendeu que o próximo presidente deva pacificar o Brasil. "O presidente, qualquer que seja o eleito, deve estender a mão e chamar para uma grande convergência nacional aquele grupo que tenha perdido a eleição".

Dilma vence na Itália e França


Dilma venceu na França com 57,3% dos brasileiros votantes lá residentes (1.037 dos votos válidos), contra 42,67% de votos para José Serra (772 votos). Já na Itália Dilma venceu com 2.732 (54,9%) contra 2.243 (45,1%) para Serra.
Que significa isto? Nada. Mas é chique, convenhamos!

Não foi só Serra que perdeu


Serra foi o grande derrotado desta eleição. Fez absolutamente tudo errado, incluindo ataques à sua família e biografia. Mas o segundo grande derrotado é parte importante da grande imprensa, tendo o jornal O Globo á frente. Fizeram campanha aberta, distorceram dados (como interpretação de pesquisas eleitorais), usou o assinante como financiador de campanha eleitoral. Não cito a Veja, porque qualquer pessoa de bom senso sabe que não se trata de uma revista, mas de um folheto promocional.
A grande imprensa teria que se repensar a partir deste país que parece desconhecer. Mas é pedir demais. Quem chega a tal nível de vexame e risco dificilmente consegue olhar sobre si.
Dentre os vitoriosos está a igreja ultraconservadora. Desde o regime militar, não conseguiam ter a projeção pública que tiveram nos últimos 30 dias. Preocupante.

sábado, 30 de outubro de 2010

Editorial do Estadão: um peso e duas medidas


Que a grande imprensa lute pela liberdade de imprensa, até vai. Mas fazer editorial, como o Estadão fez hoje, cujo título é "O uso abusivo da ação popular" é, no mínimo, contraditório. Porque o argumento da defesa incondicional da liberdade de imprensa se baseia numa reprodução da leitura anglo-saxônica em que os possíveis excessos são punidos a posteriori, na justiça comum. Um exagero. Se um jornal é formador de opinião, um erro já teria feito o estrago que uma ação judicial não restauraria. Mas, vamos lá. Meu pai me ensinou que não se briga com a imprensa. Por coerência, contudo, o Estadão deveria acolher a ação popular com o mesmo diapasão. Ora, trata-se de um direito do cidadão. E direito nunca é abusivo.
Esse pessoal deveria se controlar mais. Ou abrir de uma vez o jogo. Não se trata de liberdade, convenhamos, mas de privilégios.

Texto novo de Chico Whitaker


Chico Whitaker (do Fórum Social Mundial) me envia um texto instigante (como tudo o que ele escreve) com o título "Se me permite sonhar". Começa sutilmente dizendo que a campanha eleitoral, nas ruas é morna e até mesmo fria. Sugere, sem dizer, sua preocupação com a desmobilização política da sociedade civil. Mas o texto tem como mote sugerir que nos preocupemos com dois grandes problemas: a relação distorcida entre Executivo e Legislativo e o sistema econômico brasileiro.
Em outra nota vou dialogar com este texto. Antes, envio minhas apreciações para Chico e vou reproduzir nossa conversa nestas bandas.

Debate na Globo


Resumo da Ópera:
Quando um não quer, dois não brigam.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DEM no governo Dilma?

O mais novo boato: o PMDB vai incorporar o DEM. Com isto, já se fala nos bastidores que os democratas (política não é só nuvem, é tempestade também!) começam a discutir a composição no governo Dilma.

Jurista Celso Bandeira de Melo critica posicionamento da igreja católica

Do twitter:
GaudTorquato Gaudencio Torquato
Em um almoço, hoje, ouvi de um dos maiores advogados e professores de Direito do país: é intromissão indébita Papa se imiscuir na eleição! Digo o nome deste admirável e admirado professor: Celso Antônio Bandeira de Melo. Que formou uma plêiade de advogados e grandes magistrados

Dom Pedro Casaldáliga será operado


Se já não bastasse a ofensiva dos ultraconservadores da igreja católica, acabo de receber esta notícia da CNBB: no fima a tarde desta sexta, o bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga, 83 anos, foi internado no Hospital do Rim de Goiânia. Ele será submetido a uma cirurgia na próstata. No dia 8 de outubro ele havia sido internado durante 10 dias em Ceres (GO), para pequenas intervenções médicas. Logo depois, ele passou por algumas avaliações em Goiânia. Segundo José Maria Torres, que acompanha o bispo, dom Pedro está bem e logo que se recuperar deverá voltar para São Félix.
Boa sorte ao nosso bispo!

Minha exposição na ANPOCS


Minha contribuição nesta mesa de discussões sobre movimentos sociais já é conhecida dos internautas que acessam este blog. Vou resumir:
1) O conceito de novos movimentos sociais (muito empregado nos anos 90 em nosso país) não é um instrumento adequado para analisar a atual conjuntura, embora tenha se tornado um paradigma até para lideranças de organizações populares em nosso país;
2) Este conceito - de NMS - se pautou pela profunda autonomia dos movimentos sociais, pelo anti-institucionalismo (desconfiança em relação à tudo o que era instituição e autoridade pública), pela democracia direta e pelo anti-capitalismo genérico;
3) Entretanto, a partir dos anos 90 a conjuntura se alterou profundamente. O ideário comunitarista, altamente afetivo, não propiciou uma formulação alternativa à institucionalidade pública vigente. O comunitarismo agrega, mas gera oposições (defesa corporativa do interesse de grupo);
4) Para acentuar a encruzilhada dos movimentos sociais, o financiamento externo minguou, obrigando-os a repensar sua estratégia de sobrevivência. E aí caíram nas garras dos convênios e dependência do Estado;
5) Somando-se as duas dificuldades emergentes nos anos 90, muitos movimentos sociais acabaram por se tornar organizações (com hierarquia, captação de recursos, formação técnica de quadros particularizadas), gerando alta competitividade entre si;
6) A expressão política desta competição foi a fragmentação temática institucionalizada nos conselhos de gestão pública e conferências nacionais;
7) Tal realidade foi ainda acentuada pela emergência da nova classe média brasileira (ressentida, conservadora, que objetiva a promoção familiar e que se expressa pela religiosidade privada, a garantia do sucesso pela fé) e pela formatação do lulismo (tutelar e altamente centralizador);
8) Sugeri que este caldo de cultura pode propiciar a emergência de movimentos sociais ultra-conservadores nos próximos anos, a exemplo do que ocorre nos EUA e Espanha.

Mesa sobre movimentos sociais na ANPOCS


Participei, ontem, de uma mesa coordenada pela professora Maria da Glória Gohn na ANPOCS (que ocorreu em Caxambu, sul de Minas Gerais... daí eu não conseguir postar nenhuma nota neste blog). Foi uma das mesas mais concorridas (me disseram que foi a que teve mais público na manhã de ontem), para meu deleite. A discussão foi excelente. Maria da Glória fez um balanço (Estado da Arte, para os íntimos) da literatura atual mundial sobre o conceito de movimentos sociais. Já Carlos Gadeia, da Unisinos/RS, fez provocações teóricas muito instigantes. Fiquei realmente bem impressionado com suas formulações. Vou resumir algumas delas:
1) Gadeia sugere trocarmos a ênfase na análise do ator pela análise da relação de conflito que os movimentos sociais se envolvem;
2) Esta sugestão tem relação com sua conceituação de movimento social na atualidade: sugere substituirmos o conceito de movimento social por experiência coletiva de conflito. Não é uma mera questão semântica. Gadeia sugere que os atores sociais se formam NO e A PARTIR do conflito. O conflito, sustenta, supõe ou é induzido pela necessidade de união, não pela oposição. Gadeia retoma, em parte, as teses de Touraine e Melucci, inclui algo a respeito das teorias de rede (structural holes), mas vai além. O que ele provoca é a noção que os atores que se envolvem no terreno do conflito desejam a inclusão, a aceitação (daí sugerir que se movem intuitivamente pela unidade e não pela oposição). Esta provocação analítica é das mais interessantes porque auxiliam na compreensão do momento atual de profunda institucionalização do que antes eram movimentos sociais brasileiros (grande parte são, hoje, organizações e não mais movimentos sociais);
3) Gadeia também propõe entendermos a geração dos anos 90 (não só de cientistas sociais, mas também lideranças sociais) como marcadas por um certo desencanto com os rumos da redemocratização;
4)Finalmente, mais uma provocação. Para Gadeia, as ongs emergem como controle dos conflitos e não mais como fomento ao conflito.

Base eleitoral do lulismo


Acabo de ler o melhor ensaio sobre a base eleitoral do lulismo, escrito por Lúcio Rennó e Andrea Cabello (na última Revista Brasileira de Ciências Sociais, n. 74, da ANPOCS). O artigo revela dados instigantes:
1) 75% dos eleitores de Lula, em 2006, votaram nele em 2002. Este dado gera uma pergunta importante dos autores: "foi o eleitorado que se alterou ou o perfil de Lula que se distanciou do petismo?"
2) Varíaveis de renda não têm qualquer impacto na diferenciação entre lulistas convictos e lulistas não petistas (tanto os que já votavam em Lula em 2002, quanto os que votaram pela primeira vez em Lula, em 2006);
3) A variável mais importante é avaliação retrospectiva do governo Lula. Os lulistas novos (voto em Lula em 2006) estão menos satisfeitos com o governo Lula que os antigos (que já votaram em 2002 em Lula) e os petistas. Os lulistas novos estão mais propensos a ver a corrupção como um problema;
4) Os lulistas não petistas, como seria de se esperar, não consideram a ideologia como fator decisivo, ao contrário dos eleitores petistas;
5) Os petistas são mais simpáticos à figura de Lula que os eleitores lulistas não petistas;
6) O PT, enquanto partido, se consolida como uma âncora no sistema partidário (o frágil ou decomposto sistema partidário brasileiro, eu acrescento): o restante dos partidos definem-se a partir do PT (em função da simpatia e rejeição altas que o partido desencadeia entre eleitores... o PT é o partido que agrega maior simpatia dentre todos, assim como atrai posições apaixonadas - inclusive contrárias - entre os brasileiros).

Datafolha e IBOPE jogam minha tese no ralo


O IBOPE divulgou sua última pesquisa de intenção de votos: 56% Dilma e 44% Serra. Datafolha deu o mesmo (dentro da margem de erro): 57% Dilma e 43% Serra. Diferença no intervalo de 12% e 14%. Eu dizia que o eleitorado alternaria sua inteção de voto a partir de um cenário movediço. Parece que me engano. Embora ontem tenha surgido o fator Papa, que resolveu entrar na briga. Afinal, a igreja é o maior partido político do mundo (esta é de Gramsci). Com a margem de erro, poderíamos pensar que a diferença pró-Dilma pode estar em 8% (margem de erro de 2%). O fato Papa pode gerar algum efeito na reta final. Num cenário negativo pró-Dilma, acredito que ela vence entre 6% e 8% de diferença.
Aos institutos de pesquisa: ATENÇÃO! Não vão me desmentir mais uma vez, heim?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Falecimento Néstor Kirchner


Néstor Carlos Kirchner mantinha um escritório nas redondezas da Casa Rosada. Comentava-se, na Argentina, que era ali que as grandes negociações e resoluções de governo eram definidas. Diziam que recentemente, esta predominância de Néstor criava algumas fissuras e divergências com sua esposa, a Presidente da República. O fato é que o peronismo é majoritário e mitológico na Argentina. O Partido Radical procura se reconstituir, mas chega a ser estranho como toda discussão política naquele país passa pela figura do peronismo. Com o falecimento de Néstor, é bem possível que as diversas alas internas disputem o comando nacional.
Foi uma supresa. Estava almoçando, após o debate sobre o Brasil Pós-Lula, na UERJ, quando recebi a notícia da Band News SP, que me entrevistou a respeito. Kirchner descumpriu as orientações médicas que recomendavam repouso absoluto. Foi a uma manifestação pública e estava numa reunião política quando sofreu o enfarto.
Cristina tem apenas 30% de apoio popular e o fantasma permanente da inflação. Há rumores que poderia romper com o "pacto sindical" liderado por Hugo Moyano, presidente da poderosa CGT. Do outro lado, o conflito aberto com o vice-presidente, Julio Cobos, da Unión Cívica Radical, e com Daniel Scioli, governador da província de Buenos Aires, que lidera uma fração peronista antes aliada do casal e que dele vinha se distanciando, atormentará ainda mais a Presidência da Argentina. Cobos quebrou a maioria governamental no Senado. Para piorar, os Kirchner se confrontaram com a Igreja, os meios de comunicação e parte do empresariado.

Sensus

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira (27) mostra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 58,6% dos votos válidos contra 41,4% do tucano José Serra. A vantagem da petista aumentou em relação ao levantamento anterior, que mostrava 52,8% para Dilma e 47,2% para Serra.

Mais um erro de Serra e o Fator Lula


Já havia comentado que não entendia a estratégia de Serra na semana passada, quando polarizou com Lula. Induziu outros aliados a fazerem o mesmo, caso de Aécio, que oscilou entre ataques diretos e pregação ao acordo. Parte da grande imprensa foi na mesma onda. Ontem, o Datafolha revelou o desastre desta escolha, cinco dias antes da eleição. Pela terceira semana consecutiva, a avaliação do governo Lula obteve um patamar recorde de aprovação na série histórica do Datafolha: no levantamento atual, 83% dos eleitores brasileiros avaliaram sua administração como ótima ou boa. Na semana passada, essa aprovação chegava a 82%. Só 3% dizem que ele é ruim ou péssimo. Dois de cada três eleitores de Serra (67%) avaliam a gestão de Lula como ótima ou boa. Entre os eleitores de Dilma, esse índice chega a 96%. Para 80% dos eleitores que votaram em Marina no primeiro turno, a gestão do petista é ótimo ou bom.
Serra está cometendo equívocos grosseiros e começa a se perder. Perde todos seus trunfos e possibilita que Lula ressurga no cenário da campanha, justamente em seu final.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Caraca!


Tanto hotel para me hospedar no Rio e descubro que estou exatamente onde o Flamengo está concentrado!! Não que eu tenha algo contra o Flamengo. Mas é que amanhã eles jogam contra o Timão!!

Datafolha: notícia completa

Exposição de Serra em 'cinturão tucano' é ineficiente, e Dilma mantém 12 pontos de vantagem
ALEC DUARTE
EDITOR-ADJUNTO DE PODER
A candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, manteve 12 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário no segundo turno das eleições, o tucano José Serra, segundo pesquisa realizada e divulgada hoje pelo Datafolha. Ela aparece com 56%, contra 44% do tucano. O resultado, em votos válidos, é idêntico ao registrado no último levantamento do instituto, realizado no dia 21. No total de intenções de voto houve leve oscilação: Dilma tem 49% contra 38% de Serra (na semana passada, a petista estava à frente com 50% a 40%). A segmentação dos resultados do novo levantamento mostra que não foi eficiente a estratégia de Serra de reforçar sua presença no Sudeste e no Sul do país, o chamado "cinturão tucano", onde teve votação expressiva no primeiro turno. No Sudeste, o tucano perdeu três pontos percentuais e agora é derrotado pela petista por 44% a 40%. No Sul, ele perdeu dois pontos percentuais, mas ainda vence Dilma --que cresceu dois pontos-- por 48% a 41%.
No Nordeste, ponto forte da petista, a distância entre os dois adversários, que oscilaram negativamente um ponto, ficou a mesma da pesquisa passada (37 pontos, ou 64% a 27%). Desta vez, foram entrevistados 4.066 eleitores em 246 municípios em todos os Estados do país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Pretendem votar em branco ou anular o voto 5% dos eleitores entrevistados (eram 4% no último levantamento), enquanto 8% dizem estar indecisos (contra 6% da última pesquisa).

Datafolha (votos válidos)

56% para Dilma e 44% para Serra

O projeto do Conselho de Comunicação do Ceará (na íntegra)

terça-feira, 3 de agosto de 2010
PROJETO DE INDICAÇÃO 72.10 - Cria o Conselho Estadual de Comunicação Social do Estado do Ceará e dá outras providências.
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEARÁ decreta e eu promulgo nos termos da Constituição Estadual a seguinte Lei.

Art. 1º. O Conselho Estadual de Comunicação Social (Cecs), órgão colegiado integrante da Secretaria da Casa Civil do Estado do Ceará, com sede nesta capital e jurisdição em todo o território estadual, tem por finalidade formular e acompanhar a execução da política estadual de comunicação, exercendo funções consultivas, normativas, fiscalizadoras e deliberativas, respeitando os dispositivos do Capítulo V da Constituição Federal de 1988.

Art. 2º. Compete ao Conselho Estadual de Comunicação Social definir a política de comunicação do Estado do Ceará; realizar estudos, pareceres, recomendações, acompanhando o desempenho e a atuação dos meios de comunicação locais, particularmente aqueles de caráter público e estatal; e empreender outras ações, conforme solicitações que lhe forem encaminhadas por qualquer órgão dos três poderes do Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário) ou por qualquer entidade da sociedade, sempre visando à efetivação do direito à comunicação, garantindo a liberdade de manifestação de pensamento, criação, expressão e de livre circulação da informação.

Art. 3º. São objetivos do Conselho Estadual de Comunicação Social:

I – garantir o exercício da mais ampla democracia em todas as suas ações e instâncias da sociedade, buscando sempre a unidade na ação;
II – orientar suas ações por princípios éticos e de igualdade, participação e representação da pluralidade da sociedade, priorizando o debate sobre temas referentes às liberdades de expressão individuais e coletivas, balizado na justiça social e na garantia dos direitos humanos;
III – defender o exercício do direito de livre expressão, de geração de informação e de produção cultural;
IV - formular e apresentar proposições que contribuam para uma melhor aplicação e cumprimento das normas constitucionais contidas no capítulo referente à comunicação social estadual;
V - propor medidas que visem o aperfeiçoamento de uma política estadual de comunicação social, com base nos princípios democráticos e na comunicação como direito humano, estimulando o acesso, a produção e a difusão da informação de interesse coletivo;
VI - participar da elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas de Comunicação Social, aprová-lo e acompanhar a sua execução;
VII - orientar e fiscalizar as atividades dos órgãos de radiodifusão sonora ou de imagem sob jurisdição do Estado, estimulando o fortalecimento da rede pública de comunicação de modo que ela tenha uma participação mais ativa na execução das políticas de comunicação do Estado do Ceará;
VIII - monitorar, receber denúncias e encaminhar parecer aos órgãos competentes sobre abusos e violações de direitos humanos nos veículos de comunicação no estado do Ceará;
IX – fomentar a produção e difusão de conteúdos de iniciativa estadual, observadas as diversidades artísticas, culturais, regionais e sociais do Ceará;
X – aprovar parâmetros normativos que estipulem a melhor distribuição das verbas publicitárias do Estado com base em critérios que garantam a diversidade e pluralidade, não enfatizando apenas a audiência e evitando a concentração de mercado;
XI – fomentar, por todas as suas instâncias e meios, a democratização da comunicação e da informação, estimulando a comunicação comunitária como instrumento potencializador e diversificador da comunicação social no Estado;
XII - promover o debate e o desenvolvimento de projetos e serviços de comunicação comunitária como espaço necessário para a reflexão sobre os assuntos de interesse geral e democratização da produção e acesso à informação, pautado pelas noções de participação da sociedade e de preservação do interesse público;
XIII – implementar políticas de capacitação dos cidadãos para leitura crítica dos meios de comunicação, nas suas diversas modalidades e para o debate da estética, dos conteúdos, da linguagem e das técnicas empregadas na produção das mensagens midiáticas;
XIV – acompanhar o cumprimento das normas relativas à propaganda comercial produzida e/ou veiculada localmente, referentes a tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos, terapias, exploração sexual, jogos de azar e outros, nos meios de comunicação locais;
XV – verificar o cumprimento das normas sobre diversões e espetáculos públicos em âmbito estadual;
XVI – observar e produzir, semestralmente, relatórios sobre a produção e programação das emissoras de rádio e televisão locais no que se refere ao cumprimento de suas finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
XVII – promover a produção independente e a regionalização da produção cultural, artística e jornalística nos meios de comunicação locais;
XVIII – estimular o processo de complementaridade dos sistemas de radiodifusão público, estatal e privado, em âmbito estadual;
XIX – sugerir legislação complementar quanto aos dispositivos constitucionais referentes à comunicação social local, principalmente no que diz respeito à utilização e distribuição dos recursos relativos às verbas publicitárias públicas e suas implicações políticas, estabelecendo critérios para repartição equitativa das dotações orçamentárias destinadas à publicidade oficial, fiscalizar o cumprimento do que prevê a Constituição Federal, em seu Artigo 37, § 1º, que veda o uso do erário para promoção pessoal de autoridades públicas;
XX – efetuar ações em defesa da dignidade da pessoa humana em relação a programas de emissoras de rádio e televisão que contrariem o disposto na Constituição Estadual, Constituição Federal, Declaração Universal dos Direitos Humanos, tratados internacionais e em outras legislações pertinentes à matéria;
XXI – exercer permanente vigilância quanto ao cumprimento da legislação e das normas que regulamentam a radiodifusão e as telecomunicações e sempre que necessário pedir esclarecimentos às Delegacias Regionais do Ministério das Comunicações (Minicom) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a situação das emissoras locais e os processos de outorga, renovação de concessão e autorização de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens, ao mesmo tempo formalizar denúncia junto a esses órgãos quando alguma emissora de rádio e/ou televisão desrespeitar a legislação pertinente;
XXII – encaminhar e acompanhar junto aos órgãos competentes, denúncias relativas a atitudes preconceituosas de gênero, sexo, raça, credo, classe social e outros, nos meios de comunicação locais;
XXIII – promover intercâmbio científico, cultural e político com outros Conselhos de Comunicação Social, nos âmbitos municipal, estadual e nacional;
XXIV – propor e estimular a celebração de convênios com organismos municipais, estaduais, nacionais e internacionais, públicos ou privados, objetivando a implementação de políticas, programas, objetivos e finalidades do Conselho, obedecendo aos dispositivos legais;
XXV – incentivar medidas de adoção de políticas de adaptação às novas contingências surgidas das inovações tecnológicas, inclusive sugerindo programas de universalização do acesso de qualquer pessoa ou instituição de interesse público aos serviços de telecomunicações, independente de sua localização e condição sócio-econômica, bem como as destinadas a permitir a utilização das telecomunicações em serviços essenciais de interesse público;
XXVI – propor e incentivar a implantação de acessos individuais para prestação de serviço de telecomunicações (inclusive internet) e TVs por assinatura (a cabo e satélite), em condições favoráveis a estabelecimentos públicos de ensino, bibliotecas, instituições de saúde, órgãos de segurança pública; e
XXVII – decidir sobre quaisquer medidas e/ou atividades que visem à execução de suas atribuições, objetivos e finalidades.

Art. 4º. O Conselho Estadual de Comunicação Social é constituído por 25 (vinte e cinco) membros titulares, com respectivos suplentes, a saber:
I) Sete do Poder Público
a) 1 (um) representante da Secretaria da Casa Civil, a ser indicado pelo (a) titular da pasta;
b) 1 (um) representante da Secretaria de Cultura, a ser indicado pelo (a) titular da pasta;
c) 1 (um) representante da Secretaria de Ciência e Tecnologia, a ser indicado pelo (a) titular da pasta;
d) 1 (um) representante da Secretaria da Justiça, a ser indicado pelo (a) titular da pasta;
e) 1 (um) representante da Assembléia Legislativa, a ser indicado pelo (a) presidente do Poder Legislativo Estadual;
f) 1 (um) representante da representante do Ministério Público Federal, a ser indicado pelo (a) procurador(a)-chefe no Estado do Ceará.
g) 1 (um) representante das escolas de comunicação (públicas e particulares), escolhido em eleição entre as faculdades de comunicação previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil.

II) Oito da Sociedade Civil – Produtores e Difusores
a) 1 (um) representante das empresas de radiodifusão sonora (rádio), escolhido (a) em eleição entre as empresas de rádio com sede no Ceará previamente cadastradas previamente junto à Secretaria da Casa Civil;
b) 1 (um) representante das empresas de radiodifusão audiovisual (TV), escolhido (a) em eleição entre as empresas de TV com sede no Ceará previamente junto à Secretaria da Casa Civil;
c) 1 (um) representante das empresas de mídia impressa (jornais e revistas), escolhido (a) em eleição entre as empresas de impresso com sede no Ceará previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
d) 1 (um) representante das empresas de telecomunicação, escolhido (a) em eleição entre as empresas de telecomunicação com sede no Ceará previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
e) 1 (um) representante dos veículos não-comerciais (jornais, rádios e TVs comunitários ou universitários), escolhido (a) em eleição entre os veículos não-comerciais com sede no Ceará previamente cadastrados previamente junto à Secretaria da Casa Civil;
f) 1 (um) representante das agências de publicidade, escolhido (a) em eleição entre as empresas de publicidade com sede no Ceará previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
g) 1 (um) representante das empresas de mídia exterior, escolhido (a) em eleição entre as empresas de midia externa previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
h) 1 (um) representante dos produtores de cinema e audiovisual, escolhido (a) em eleição entre as produtoras de audiovisual previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;

III – Dez da Sociedade Civil - Trabalhadores e Consumidores
a) 1 (um) representante do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará, indicado (a) pela diretoria do Sindjorce;
b) 1 (um) representante do discentes dos cursos de Comunicação Social sediados no Ceará, escolhido (a) em eleição entre as entidades representativas dos estudantes previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
c) 1 (um) representante da sociedade civil organizada I, escolhido (a) em eleição entre as entidades com atuação na comunicação e na cultura ou em áreas afins previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
d) 1 (um) representante da sociedade civil organizada II, escolhido (a) em eleição entre as entidades com atuação na comunicação e na cultura ou em áreas afins previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
e) 1 (um) representante da sociedade civil organizada III, escolhido (a) em eleição entre as entidades com atuação na comunicação e na cultura ou em áreas afins previamente cadastradas junto à Secretaria da Casa Civil;
f) 1 (um) representante do movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), escolhido (a) em eleição pelo primeiro plenário do Conselho a partir de indicações;
g) 1 (uma) representante do movimento de mulheres, escolhida em eleição pelo primeiro plenário do Conselho a partir de indicações recebidas pela Secretaria da Casa Civil;
h) 1 (um) representante do movimento de pessoas com deficiência, escolhido (a) em eleição pelo primeiro plenário do Conselho a partir de indicações recebidas pela Secretaria da Casa Civil;
i) 1 (um) representante do movimento negro ou dos povos indígenas, escolhido (a) em eleição pelo primeiro plenário do Conselho a partir de indicações recebidas pela Secretaria da Casa Civil;
j) 1 (um) representante do movimento de jovens ou de crianças e adolescentes, escolhido (a) em eleição pelo primeiro plenário do Conselho a partir de indicações recebidas pela Secretaria da Casa Civil;

Art. 5º. A função de membro do Conselho Estadual de Comunicação Social do Ceará é considerada de interesse público relevante e não será remunerada.

Art. 6º.A escolha dos representantes da sociedade civil no Conselho será feita por meio de processo eleitoral, a ser realizado a cada três anos, contados a partir da primeira eleição, à exceção das indicações já previstas no Art. 4º.
§ 1º - Cada entidade com representação no Conselho indicará o nome de dois (duas) representantes, sendo um (a) titular e um (a) suplente;
§ 2º -Os membros do Conselho e seus (suas) respectivos (as) suplentes cumprirão mandato de 02 (dois) anos, não sendo permitida recondução;
§ 3º -Os representantes do movimento negro e do movimento de jovens efetuarão rodízio de titularidade, a cada mandato, com os representantes dos povos indígenas e do movimento de criança e adolescente, respectivamente.
§ 4º -Somente poderão participar do processo eleitoral, como eleitor ou candidato, representantes de entidades que tenham, no mínimo, um ano de comprovada existência, independentemente de registro legal (CNPJ).

Art. 7º.O processo eleitoral para a escolha das entidades que indicarão representantes em substituição aos atuais membros do Conselho, será realizado em até noventa dias, contados da publicação da publicação desta Lei, em conformidade com o regimento eleitoral a ser aprovado pelo plenário do Conselho Estadual de Comunicação Social, homologado pelo (a) titular da Secretaria da Casa Civil e publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará em forma de resolução.

Parágrafo Único – Concluída a eleição referida no caput e designados os novos representantes do Cecs, caberá ao Secretário (a) da Casa Civil convocar e presidir a reunião em que tomarão posse os conselheiros e em que se realizará a eleição do Presidente do Conselho.

Art. 8º. A escolha da primeira formação do Conselho se dará por regimento formulado exclusivamente pela Secretaria da Casa Civil, publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará em forma de resolução.

Art. 9º. O Conselho Estadual de Comunicação Social elaborará o seu regimento interno que deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado do Ceará no prazo de 60 dias a partir da posse dos seus membros.

Art. 10º – As despesas com o funcionamento do Conselho Estadual de Comunicação são cobertas por orçamento próprio por ele proposto e cuja dotação consta do orçamento do Estado do Ceará.

Art. 11º. O Poder Executivo regulamentará esta Lei, no que couber.

Art. 12º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das Sessões em 07 de julho de 2010.
Deputada Rachel Marques
Partido dos Trabalhadores – PT.

Datafolha

A jornalista Cristina Lemos acaba de postar o twitter que o Datafolha de hoje dá 12% de vantagem para Dilma Rousseff. A conferir.

Falecimento de Romeu Tuma


Não conheci o senador que faleceu hoje. Mas todos que o conheceram só faziam elogios. Educado, respeitoso, cultivou amigos até entre lideranças de esquerda. Um conservador democrático e cordial.

Dona Ruth


Estou no RJ, onde participo, amanhã, de um seminário na UERJ onde discutiremos o Brasil pós-Lula. No caminho, devorei a biografia de Ruth Cardoso, escrita por Ignácio de Loyola Brandão. A decepção fica por conta do estilo adotado por Loyola: ligeira em demasia, pouco refinado. Mas sempre tive uma admiração especial por "dona" Ruth. Foi ela quem abriu a discussão no Brasil sobre os equívocos da cultura comunitarista de muitos dos "novos movimentos sociais" dos anos 1980. Separei, para reproduzir aqui, uma passagem do relato de Ruth quando da visita de Sarte e Simone de Beauvoir ao Brasil:

Na volta a São Paulo, ficou famoso o jantar que Ruth deu ao casal francês. Afinal, Simone era um ícone das feministas depois de seus livros Memórias de uma moça bem-comportada e O Segundo Sexo, sucesso de vendas no Brasil (...). "Lá em casa preparei a sopa de mandioquinha, um prato muito apreciado por estrangeiros. toda orgulhaosa, trouxe a sopa para a mesa, mas a Simone começou;
- O que é isso?
Fica difícil explicar a mandioquinha, porém tentei. E ela:
- Tem cebola?
- Tem.
- Ele não pode comer.
- Tem não sei o quê?
- Tem.
- Ele não pode comer.
Uma coisa de mãe e filho, irritante. Uma chata! Onde estava a mulher que defendia os direitos dla mulher? Uma submissa?

Que falta que dona Ruth fez à atual campanha presidencial.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

1989-2010: quanta diferença


A campanha de Dilma decidiu divulgar os 13 compromissos programáticos faltando menos de uma semana para a eleição. Em 1989 eu coordenei a elaboração do programa agrário da campanha de Lula. Fizemos muitos seminários para detalhar cada ponto. Recebemos muitas sugestões e propostas vindas de todo o país. A montagem era um quebra-cabeças porque havia uma metodologia de construção coletiva. É fato que a equipe econômica cortava tudo, tendo Plininho e Mercadante entre os cardeais do corte. A partir da campanha de 1994, a metodologia já era outra. Os intelectuais petistas já não tinham tanta importância. Nas duas campanhas seguintes, o marketing já mandava. Agora, programa de governo é isto que reproduzo abaixo. Pior ainda é o caso de Serra que descobriu que discurso é programa. O país que se dane.

Abaixo, os "13 pontos":

1. Expandir e fortalecer a democracia política, econômica e socialmente: promete preservar autonomia dos poderes; "garantia irrestrita" da liberdade de imprensa e expressão religiosa; aprofundamento do respeito aos Direitos Humanos; reforma política em "amplo diálogo" com a sociedade.

2. Crescer mais, com expansão do emprego e da renda, com equilíbrio macroeconômico, sem vulnerabilidade externa e desigualdades regionais: prevê ampliação do investimento, da poupança e das conquistas sociais. Promete controle da inflação e mudanças tributárias que racionalizem e reduzam efeitos da atual estrutura tributária.

3. Dar seguimento a um projeto nacional de desenvolvimento que assegure grande e sustentável transformação produtiva do Brasil: definição de políticas especiais tributárias, de crédito, ambientais, qualificação profissional, entre outras. Fortalecimento da agricultura familiar e prosseguimento à agricultura familiar. Ênfase à produção de energia renovável.

4. Defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável: promete modelo de desenvolvimento sustentável e que favoreça a inclusão.Documento afirma que serão continuadas as obras do PAC 1 e 2 , mas que "a política industrial levará em conta critérios ambientais".

5. Erradicar a pobreza absoluta e prosseguir reduzindo as desigualdades. Promover a igualdade, com garantia de futuro para os setores discriminados na sociedade: prevê que o Bolsa Família continue "tendo papel relevante na inclusão social". Promete que o programa vai atender "a totalidade da população pobre". Também prevê complementação com ampliação da gerança de emprego.

6. O Governo Dilma será de todos os brasileiros e brasileiras e dará atenção especial aos trabalhadores: prevê ampliação dos programas de inserção de jovens no mercado de trabalho; combate ao trabalho infantil; combater "manifestações residuais" de trabalho escravo; manter diálogo permanente com sindicatos.

7. Garantir educação para a igualdade social, a cidadania e o desenvolvimento: promete combinar políticas de ensino e capacitação. Prevê "potencializar" o Prouni e afirma que todas as cidades com mais de 50 mil habitantes terão, pelo menos, uma escola técnica. Promete construir 6 mil creches e pré-escolas e 10 mil quadras esportivas cobertas. Prevê "ampla mobilização" para erradicar o analfabetismo.

8. Transformar o Brasil em potência científica e tecnológica: prevê ampliar número de bolsas oferecidas pela Capes e pelo CNPq, favorecer a formação de engenheiros e ampliar o registro de patentes. Extensão da banda larga para todo o país.

9. Universalizar a saúde e garantir a qualidade do atendimento do SUS: prevê controle de qualidade dos serviços prestados; ampliação do Samu; implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e das policlínicas. Promete "atenção especial" ao tratamento do alcoolismo e do consumo de crack e outras drogas.

10. Prover as cidades de habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros: promete mais dois milhões de moradias dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida". Prevê programa de defesa urbana que previna desastres ambientais.

11. Valorizar a cultura nacional, dialogar com outras culturas, democratizar os bens culturais e favorecer a democratização da comunicação: prevê implantação do Vale Cultura. Afirma que "será favorecida a comunicação livre e plural" e diz que o modelo de TV aberta, associado a novas tecnologias, "ajudarão na ampliação do acesso aos meios de informação e comunicação". Prevê ainda aperfeiçoamento dos mecanismos de financiamento da cultura.

12.Garantir a segurança dos cidadãos e combater o crime organizado: documento afirma que vai capacitar polícias fortalecendo a Bolsa-formação e diz que integrará os sistemas de informação da segurança. Promete discutir uma "reforma radical do sistema penitenciário".

13. Defender a soberania nacional. Por uma presença ativa e altiva do Brasil no mundo: prevê maior integração na América do Sul e América Latina e solidariedade com países pobres. Afirma que o Brasil "permanecerá fiel" aos princípios de não intervenção, defesa dos direitos humanos e paz mundial. Prevê ainda reequipamento das Forças Armadas

Gráfico Vox Populi

Vox Populi: região, sexo e religião

No IG:
A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%. O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%. Entre os eleitores de Dilma, 53% são homens e 46%, mulheres. Já Serra tem mais apoio entre mulheres (40%) do que entre os homens (36%).
Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.

A agressividade afasta os eleitores


Agora, com os dados em mãos, fica mais claro que o eleitorado não está nem um pouco satisfeito com a campanha dos dois. Dilma recuou dois pontos em relação à pesquisa Vox Populi anterior, enquanto Serra recuou um ponto. Mais: indecisos antes eram 4% e agora são 7%.
Abstenção vai aumentar?

Vox Populi: agora não é mais notícia de passarinho

No twitter:
RT @Bob_Fernandes: Vox Populi/ IG: Votos válidos Dilma 57 e Serra 43. Nos votos, totais, incluindo brancos e nulos, Dilma 49 e Serra 38.

Meus pais acharam minha foto com Pelé

A campanha que queremos ver

Artigo sobre controle social da mídia

POLÍTICAS DE REGULAÇÃO
O pior pesadelo da imprensa

Por Luciano Martins Costa em 25/10/2010

Comentário para o programa radiofônico do OI, 25/10/2010

Instalada no centro dos debates da disputa eleitoral deste ano, acusada de se misturar aos núcleos de campanha, a chamada grande imprensa brasileira vê concretizar-se nos últimos dias o pior de seus pesadelos. Segundo a Folha de S.Paulo, em manchete na edição de segunda-feira (25/10), pelo menos quatro estados levam adiante projetos de controle social da mídia. O primeiro a anunciar medidas nesse sentido foi o governador reeleito do Ceará. Agora, noticia a Folha, também os estados de Alagoas, Bahia e Piauí se preparam para criar conselhos de monitoração da mídia. A reportagem do jornal paulista lembra que a criação dos conselhos de comunicação foi recomendada pela Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado por iniciativa do presidente da República. No último dia 19, a Assembléia Legislativa do Ceará havia aprovado o projeto de um organismo com a função de orientar, fiscalizar, monitorar e produzir relatórios sobre a atividade dos meios de comunicação. A moda pegou e iniciativas semelhantes começam a se reproduzir.
Onde já existem conselhos consultivos, como no caso de Alagoas, a legislação está transformando em conselhos deliberativos, com poderes semelhantes aos que foram aprovados no Ceará. A diferença é que os conselhos consultivos podem apenas recomendar às empresas de comunicação mudanças em seus conteúdos, quando for considerado que eles agridem os direitos dos cidadãos. Já os conselhos deliberativos têm poder para tomar medidas efetivas, com base na lei das concessões. O grande temor das entidades representativas da mídia se refere à ampliação das atribuições desses conselhos e a eventuais interferências nos processos editoriais. Algumas dessas entidades da imprensa têm reagido de forma agressiva a qualquer iniciativa que considerem controle externo. Até mesmo os Indicadores Ethos de Responsabilidade Social para Empresas de Comunicação, criados em conjunto por integrantes do Instituto Ethos e representantes das empresas jornalísticas, foram esvaziados por iniciativa de dirigentes de jornais há dois anos. Neste ano, a intenção anunciada de criar o órgão de auto-regulação também foi abortada pelos grandes jornais. Ao radicalizar sua postura contra qualquer tipo de regulação, a imprensa acaba por justificar a pior espécie de controle: aquele que se faz através de entidades regionais, que são muito mais sujeitas a interesses políticos menores e mais vulneráveis à ação de governantes interessados em manipular a imprensa.

Estados criam conselhos de comunicação


A grande imprensa brincou. E agora começa a colher um dos frutos desta brincadeira. Pelo menos mais três Estados se preparam para criar conselhos de comunicação com o objetivo de monitorar a mídia, a exemplo do já ocorrido no Ceará. E não é iniciativa exclusiva do PT. O governo de Alagoas, do PSDB, estuda transformar um conselho consultivo em deliberativo, com poder semelhante ao do cearense. No Piauí, um grupo de trabalho nomeado pelo ex-governador Wellington Dias (PT) propôs a criação de órgão para, entre outras funções, vigiar o cumprimento das regras de radiodifusão.
Na Bahia, governada pelo PT, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado. Pelas bordas, a proposta federal vai ganhando corpo.
A grande imprensa brasileira tenta se transformar em ator político. Mas quem entra na chuva... Fico assustado com a falta de traquejo político dos editores atuais: eles não conseguem ouvir não. Não sabem negociar. Usam sempre as manchetes como ataque. Qualquer crítica vira sinal de alerta, como se conspirassem contra a liberdade de imprensa. Vamos ver como reagem.

Artigo de Claudio Lembo, o Plínio de Arruda da direita

Cláudio Lembo
Há um modismo na praça. Artificial. Utilizado, porém, por segmento específico do mercado eleitoral. Quando pessoas da classe média consolidada - a velha classe média - se encontram, um tema surge na conversa. "Campanha violenta, não?" Estas pessoas não saem do interior de suas casas. Consomem, contudo, doses cavalares de emissões televisivas. Envolvem-se emocionalmente com acontecimentos isolados e de nenhuma significação. São militantes verbais de um conflito que não existe. A atual campanha eleitoral desenvolve-se com normalidade surpreendente. Os candidatos se deslocam pelo imenso território nacional. São recebidos por seus correligionários, em número equivalente ao respectivo grau de simpatia. Nas ruas, militantes ou contratados exibem bandeiras de seus partidos e candidatos, uns próximos dos outros, entre sorrisos e sadias provocações. Nada que indique violência. Agressão ou desrespeito. Na verdade, segmentos remanescentes dos velhos quadros conservadores - reacionários que levaram Vargas ao suicídio - utilizam-se da tática do terror verbal para anunciar anormalidades que não existem. É louvável e salutar o comportamento dos eleitores, em todas as oportunidades. Portam-se com dignidade e recato cívico exemplares. Não usam insígnias ou quaisquer indicativos de opção partidária. Reservam-se para registrar suas opções pessoas na urna eletrônica. Quem viveu outras épocas e outras situações, conheceu violência contra a militância política. Nem sempre de natureza física, mas sempre presente a coação moral representada pelos órgãos de repressão de ditaduras. O temor das palavras proferidas e suas inevitáveis conseqüências: as perseguições de todas as espécies. Agora, os candidatos expõem - se assim quiserem - o próprios pensamento ou de suas agremiações partidárias. Ninguém o repreende. Só o eleitorado poderá definir se recebeu bem a mensagem ou a rejeitou. A onda de histeria, presente em diminutos setores, aponta para uma regressão ao passado, particularmente para os anos cinqüenta e sessenta, quando um ódio de minorias urbanas explodia contra políticos progressistas. É ingênuo este posicionamento. A sociedade avançou e um eleitorado das dimensões do brasileiro se movimenta com rapidez e busca os candidatos correspondentes às suas necessidades e conquistas. Sentir medo do novo é próprio do conservadorismo. Nada se mantém estático. Tudo evolui e a sociedade não é diferente. Avança e agrega sempre novos contingentes capazes de pensar e agir livremente. Nesta campanha, em vários momentos, retornou-se ao passado. Os chamados setores "bem pensantes" foram em busca dos argumentos mais heterodoxos. Nada abalou a tranqüilidade do eleitorado. A paz esteve presente em todos os movimentos eleitorais. Tudo correu com exemplar regularidade por toda a parte. Onde, pois, o fundamento para infundados temores? A concepção de artifícios recorda outros tempos, quando cartas falsas derrubavam governos. Na atualidade, as instituições funcionam com normalidade absoluta. Os encarregados de preservar a soberania agem com respeitabilidade exemplar. Só alguns, portanto, portadores de velhos hábitos golpistas, agora em desuso pleno, mostram-se amedrontados. Encontrarem violência onde apenas existem episódios próprios de campanhas extensas no tempo. Os candidatos estão esgotados e o eleitorado já massivamente decidido. Só resta aguardar o próximo domingo. Os agentes verbais de violências inexistentes devem - sem dureza - digitar o número de seu candidato. O erro de escolha, sim, indicará uma violência contra os próximos quatro anos. O resto é ficção.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.

domingo, 24 de outubro de 2010

Pesquisas da Semana

Na 2ª feira, Vox Populi pode divulgar nova sondagem sobre a eleição presidencial.
Na 3ª, é vez do Datafolha.
Na 4ª, CNT/Sensus.
Na 5ª, Ibope.
Na 6ª, de novo Datafolha.
Na manhã de domingo (dia da eleição), pelo menos Datafolha e Ibope devem ter novas sondagens.

1976 acessos


Este blog bateu seu recorde de acessos no dia de hoje: 1.976. Caraca! Grazie per tutti.

Marina


Acabo de assistir o Programa do Jô com Marina Silva. Caramba! Como o Brasil produz gente séria, que nos orgulha. Parece até produção de craque do futebol. Pena que não aparecem e tentam usá-los para outros fins. Mas escrevo porque Marina, como eu, tem medo de avião. Disse que o que a acalma é ler livros. Quando a coisa aperta, lê a Bíblia. Eu sou testemunha disto. Viajei com ela de SP para Maringá (onde ela tem uma filha que estuda naquela cidade paranaense), quando eu prestava consultorias para a Prefeitura. Não dava para conversar com ela. Ela só lia a Bíblia. O tempo todo. Não conseguia tirar nada. Nem conspirar. Caramba!

A imprensa e a política


Assim como as igrejas saem arranhadas desta campanha, os institutos de pesquisa e grande imprensa também. Por algum motivo, a grande imprensa resolveu se jogar na lama, com força. Hoje, por exemplo, vários jornalistas tentam repercutir a matéria da Veja que é uma bobagem, além de não apresentar provas. Justamente no dia em que houve cordialidade entre as duas campanhas. Basta ver o que ocorreu nas ruas do RJ. Não é apenas tentar requentar notícia. É uma sensação de falso poder que envolve alguns jornalistas e editores. Se um dia conseguiam pautar a opinião pública, começam a sentir saudosismo deste período. E forçam a barra. Esquecem o que é notícia e perdem a noção de sua responsabilidade política e social.

A campanha com humor


No evento que reuniu Serra e os principais nomes tucanos na praia de Copacabana, na zona sul da cidade, os bonecos gigantes que representavam o candidato tinham curativos na testa. Militantes também distribuíram aos eleitores do PSDB capacetes azuis com adesivos em que se lia a palavra "paz".

Timããããoooooooooo

23 minutos do segundo tempo!!!


Ai Jisuissss! 1 X 0 pro Timão!! Vinte e dois minutos para aguentar!!!

O abraço na Contorno (BH, ontem)

Vantagem de Dilma na disputa pelos governos estaduais

Da R7 (Record):
A petista Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial, também está em vantagem em relação a seu adversário, o tucano José Serra, quando o assunto é a disputa pelos governos estaduais. Dos 18 governadores eleitos ainda no primeiro turno, em 3 de outubro, 11 apoiam a candidata do PT. Os outros sete estiveram com Serra durante a campanha. Os aliados de Dilma venceram no Rio, com Sérgio Cabral (PMDB), e em alguns dos principais Estados do Nordeste, como na Bahia, onde o governador Jaques Wagner (PT) foi o mais votado, em Pernambuco, que reelegeu Eduardo Campos (PSB), e em Sergipe, onde o atual governador, Marcelo Déda, também conquistou mais quatro anos de mandato. Os tucanos, por outro lado, saíram-se melhor em São Paulo e Minas Gerais. Em São Paulo, Geraldo Alckmin retornou ao governo, e em Minas o ganhador foi Antonio Anastasia, sucessor de Aécio Neves. Outro trunfo do grupo de Serra se deu no Paraná, que elegeu Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba. Restam ainda, porém, oito Estados e o Distrito Federal. Nestes locais, a exemplo do que ocorre na disputa presidencial, haverá segundo turno. Se os quadros apontados pelas pesquisas até o momento se concretizarem, Dilma deverá consolidar sua vitória na “batalha dos governadores”. Um dos quadros mais favoráveis para o PT é o do Distrito Federal. Lá, o candidato apoiado por Dilma, o ex-ministro do Esporte Agnelo Queiroz, mantém uma dianteira de quase 20 pontos. Um levantamento do instituto Ibope divulgado no último dia 16 deu a ele 53% das intenções de voto, contra 35% de Weslian Roriz, candidata do PSC. Em Roraima, o candidato do PP, Neudo Campos, também apoiado por Dilma, está nove pontos à frente do atual governador, José de Anchieta Junior, que é do PSDB. Pesquisa Ibope divulgada no dia 18 mostrou um placar de 50% a 41% a favor de Campos. No Piauí, o candidato do PSB, Wilson Martins, está à frente do tucano Silvio Mendes. O placar é de 53% a 42% das intenções de voto a favor de Martins, que tenta a reeleição e tem o PT em sua coligação. Os números são de pesquisa Ibope divulgada no dia 15. Na disputa pelo governo do Amapá, quem conta com o apoio de Dilma e do PT é o candidato do PSB, Camilo Capiberibe. A oposição tem chances de vencer na Paraíba, com Ricardo Coutinho, que é do PSB. Embora nacionalmente integre a chapa de Dilma, o partido se coligou no Estado ao PSDB de José Serra. (...) Em Alagoas, após um primeiro turno bastante acirrado, que deixou de fora o ex-presidente Fernando Collor (PTB), enfrentam-se agora o tucano Vilela Filho, atual governador, e Ronaldo Lessa, candidato do PDT, que tem o PT em sua coligação. Números do instituto Ibope divulgados no dia 21 apontaram a liderança de Vilela, com 48% da preferência do eleitorado, contra 40% de Lessa. No Pará, quem lidera é Simão Jatene, candidato do PSDB. Um levantamento feito pelo Ibope mostra o tucano com 54% das intenções de voto, contra 36% da petista Ana Júlia Carepa, candidata à reeleição. Em Goiás, a disputa é a mais equilibrada. De acordo com pesquisa Ibope divulgada no último dia 20, o tucano Marconi Perillo tem 48% das intenções de voto, contra 44% do candidato do PMDB, Íris Rezende, que conta com o apoio de Dilma e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (...) Em Rondônia, o candidato do PT, Eduardo Valverde, ficou em terceiro lugar e acabou fora do segundo turno, para o qual avançaram o candidato do PMDB, Confúcio Moura, e o atual governador, João Cahulla, do PPS. O PMDB, no entanto, integra a chapa de Dilma na disputa nacional.

Blog passa dos 1.000 acessos diários


Ontem chegamos aos 1.077 acessos. Hoje, até este momento (13h03), já atingimos 887 acessos.

sábado, 23 de outubro de 2010

VEJA É DESMENTIDA

Reproduzo, abaixo, email que recebi de Ricardo Abramovay, um dos nossos maiores intelectuais, professor da USP, premiado por suas pesquisas sobre agricultura familiar, um dos responsáveis pela elaboração da Agenda 21 brasileira. Fernando Henrique Cardoso conhece bem Abramovay, porque ele colaborou tecnicamente por diversas vezes com seu governo.
Divulguem. Este pedido é o mínimo que posso fazer pela amizade e respeito que tenho por Abramovay. A Veja não é mais uma revista. É algo inominável.

-----Mensagem original-----
De: Ricardo Abramovay [mailto:abramov@usp.br]
Enviada em: 23 de outubro de 2010 20:37
Para: Ricardo Abramovay
Assunto: Veja de hoje

Caros amigos, colegas e alunos

Uso esta lista exclusivamente para difundir artigos ou eventos. Mas não posso deixar de enviar-lhes a nota de meu filho Pedro Vieira Abramovay em resposta à repugnante matéria de capa de hoje da revista VEJA.

NOTA DE PEDRO ABRAMOVAY
Nego peremptoriamente ter recebido, de qualquer autoridade da República, em qualquer circunstância, pedido para confeccionar, elaborar ou auxiliar na confecção de supostos dossiês partidários. Não participei de supostos grupos de inteligência em nenhuma campanha eleitoral. Nunca, em minha vida, tive que me esconder.
A revista Veja, na edição número 2188 de 2010, afirma ter obtido o áudio de uma gravação clandestina entre mim e um ex-colega de trabalho. Infelizmente a revista se recusou a fornecer o conteúdo da suposta conversa ou mesmo a íntegra de sua transcrição.
Dediquei os últimos oito de meus 30 anos a contribuir para a construção de um Brasil mais livre, justo e solidário, e tenho muito orgulho de tudo o que faço e de tudo o que fiz. Trabalhei no Ministério da Justiça como Assessor Especial, Secretário de Assuntos Legislativos e Secretário Nacional de Justiça, conseguindo de meus
pares respeito decorrente de meu trabalho. Apesar de ver meu nome exposto desta forma, não foi abalada minha fé na capacidade de transformação de nosso país e tampouco na crença da importância fundamental de uma imprensa livre para o fortalecimento de nossa democracia.
Pedro Vieira Abramovay
Secretário Nacional de Justiça

--
Ricardo Abramovay
http://abramovay.pro.br/
Professor Titular do Departamento de Economia da FEA
Universidade de São Paulo
Coordenador do Núcleo de Economia Socioambiental (NESA)
Av: Prof. Luciano Gualberto, 908
05 508-900
São Paulo - SP
BRASIL
Tel: 55 11 30 91 58 80
Fax: 55 11 38 13 47 43
skype: ricardoabramovay
Secretária: Adriana 55 11 30 91 58 70/5823/5854/5822

Perguntar não ofende

O que faz Aécio em Alagoas nesta altura do campeonato?

Avaliação postada no twitter

Cpaivacardoso Carlos Paiva Cardoso
"Assistimos a um deslocamento ideológico onde o PSDB passa a ocupar o lugar do DEM, e o PT o lugar do PSDB."

Caso da bolinha foi benéfica para Dilma


Recebo informação, por email, que as pesquisas internas dos dois candidatos teriam registrado aumento de vantagem de Dilma (de 12% para 16%). Não tenho nenhum dado concreto. Mas o que me informam é que o caso da bolinha (ou rolo adesivo) estimulou petistas e deixou serristas constrangidos.
Sei não. Pode ser mais um balão de efeito eleitoral. Melhor aguardarmos as pesquisas registradas no TSE.

Outro cartoon enviado pelo mesmo remetente

Cartoon enviado por um apoiador de Marina Silva

O PT na rua

Somente agora, após postar nota (abaixo) sobre o "Abraço na Contorno" (aqui em BH) é que recebo várias mensagens informando que atos assim foram programados em todo o país. O ministro Alexandre Padilha estava aqui (não o vi). Em Recife, o bandeiraço foi ontem. Em Ribeirão Preto foi hoje. No norte de Minas, em Salinas, haverá carreata agora à tarde.

O filme do ano em que nasci

Aécio e o bom senso


Em campanha pró-tucanos em Alagoas, o senador eleito Aécio Neves (PSDB) disse que o episódio envolvendo o presidenciável do PSDB, José Serra, e militantes petistas, acusados de jogar um rolo de fita crepe na cabeça de Serra, gera preocupações quanto ao clima pós-eleitoral. "Política é feita à base de conversas. Ninguém é meu inimigo", disse. "O que eu espero é que as lideranças tenham tranqüilidade neste momento". "Amanhã (depois da eleição) teremos que sentar com as lideranças do PT. Amanhã (domingo) iremos a Copacabana para um chamamento de democracia, paz, civilidade", afirmou o senador, referindo-se a um ato de campanha do PSDB na praia carioca, programado para este domingo.


Os tucanos devem estar arrependidos de terem barrado a candidatura de Aécio para a Presidência.

CNBB erra mais uma vez


O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Geraldo Lyrio Rocha, disse nesta semana que a questão do aborto não pode ficar fora de campanhas eleitorais. "Não se podia entrar num processo eleitoral sem trazer à tona temas dessa natureza, que são de máxima relevância", disse dom Geraldo, depois de apresentar material da nova Campanha da Fraternidade.
Ora, ou é muita ingenuidade ou mais uma demonstração de oportunismo político. Um tema tão grave como este, que afeta e humilha tantas mulheres brasileiras, não pode ser jogada ao ar, irresponsavelmente, como os panfletos e pregações em igrejas fizeram. É necessário discutir com cuidado. E assim como pênalti é algo tão grave que o presidente do time deveria bater, aborto é algo tão grave para a cidadania, que deveria ser discutido pelos cidadãos, sem intervenção de intenções eleitoreiras. A igreja católica brasileira, mais uma vez, deveria ficar calada nestas eleições.

Em BH, o PT saiu às ruas


Saí de casa para minha caminhada matinal (não muito regular). Da Prudente de Morais, pego a Contorno e vou até a Getúlio Vargas, onde visito minhas livrarias preferidas. Mas, ao entrar na Contorno, me dou conta do "Abraço na Contorno" convocada pelo PT mineiro. Algo que não vi em nenhum momento do primeiro turno. Gente de todos os lados da avenida que cerca o centro administrativo e político da cidade. Bandeiras do PT e bandeirinhas com fotos de Dilma Rousseff. Ao atravessar a Rua da Bahia, vejo Carlão, ex-deputado e ex-vereador, líder da bancada, com bandeira na mão. Logo adiant, um dos vários carros de som que passaram por mim. Neste, o ex-deputado Rogério Correia gritava: "a verdade vencerá a mentira". Fui até a livraria Ouvidor, comprei uns livros e voltei pelo outro lado da Contorno. Mais gente havia se agregado à manisfestação. Passo por Nilmário Miranda, o ex-ministro dos direitos humanos. Muitos sindicalistas, professores, militantes das igrejas e movimentos sociais. Muitos, nem conheço.
A elevação do tom nesta campanha, definitivamente, acordou o espírito petista que havia hibernado em Belo Horizonte.

Meu medo


A ilustração desta nota é um livreto, recém lançado nos EUA, focando crianças. Trata-se de proselitismo política do Tea Party, o movimento ultra-direitista norte-americano. Já noticiei aqui a reação da classe média espanhola que vai no mesmo sentido. O final do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil apontou para o mesmo caminho. Esta publicação me assusta. Ofende todos estudos da área educacional. Criança não possui juízo de valor. Ainda vive o que se denomina heteronomia, aprende as normas a partir das regras ensinadas por quem a acolhe e educa. Aprende por medo de perder o afeto e não por compreender o sentido do aprendizado. Somente a partir dos 10 anos começa a elaborar uma visão crítica. Publicações como esta, do Tea Party, são profundamente perniciosas. Típico de uma cultura totalitária. Como a que foi destilada pelos profetas do apocalipse no final do primeiro turno em nosso país.

Tendência?


Na média das pesquisas, Dilma subiu 1% e Serra caiu 2% na última semana. Teremos uma nova bateria de pesquisas em alguns dias. Se, na pesquisa Sensus, Dilma abrir entre 7% a 8% de vantagem; se abrir 12% no Datafolha e 14% no IBOPE e Vox Populi, saberemos que se trata de uma tendência. Caso contrário, minha hipótese se confirma e a oscilação volta à cena.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bullying nos EUA


"Eu tenho uma mensagem para os jovens, para aqueles que se sentem sozinhos e pensam que o futuro é ruim. Primeiramente, esqueçam isso. Peçam ajuda. Sua vida é muito importante para sua família, para seus amigos, para seu país", declarou Hillary Clinton. A fala da ministra foi motivada pela onda de suicídios de jovens, vítimas de bullying. Muitos eram gays ou sofriam assédio e humilhações porque vários colegas de escola achavam que eles eram gays.

Jornalistas da Globo vaiam o JN

Do blog de Rodrigo Viana (AQUI)
Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade. Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver. A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.

Esta passagem compõe o relato do constrangimento que atingiu a redação da rede Globo quando foi ao ar, no JN, a versão sobre o ataque a Serra.
Volto a afirmar: violência é a anti-política. Mas a TV Globo voltou a se lançar como protagonista político-eleitoral. Não aprendeu com a história do Proconsult.

Pelé contra 11

Pelé e o craque maior

Pelé


Tenho uma passagem interessante com Pelé. Eu devia ter uns 8 ou 9 anos. Estava com meu pai, irmã e primos no aeroporto de Congonhas. Aí, meu pai viu o time do Santos embarcando. Saiu correndo e pediu uma foto dele conosco. Ele pediu um tempo, foi até a comissão técnica e voltou correndo. Pegou minha irmã no colo e tiramos a foto. Com todo respeito, Pelé pediu para meu pai tirar mais uma foto, caso a primeira apresentasse algum problema. Imagine! O time esperava Pelé e ele pensou na nossa foto. Quando a foto foi revelada, levei para a escola. Mas eu não esperava a reação dos amigos: ninguém acreditava que era o Pelé. Diziam que era um cara qualquer.

70 Anos

O que faremos com o Pré-Sal?


Estou ouvindo muitos analistas preocupados com o impacto do Pré-Sal na economia do país. Hoje, a economia da área petrolífera envolve 4% do PIB. Em 10 anos, projeta-se que a área salte para 13% do PIB. Aí que começa o problema. O país estaria preparado para esta injeção de recursos? Alguns temem uma sana no uso político dos recursos. Temem que o país não estaria organizado socialmente para controlar este volume de recursos.

Emprego público em crescimento

Dados da PME/IBGE indicam que de março a setembro foram criados nas regiões metropolitanas do país 534 mil empregos. Contudo, 55% destes novos postos surgiram na administração pública (nas 3 esferas).

Jornal Hoje em Dia e a história do dossiê contra Serra


O jornal mineiro Hoje em Dia, na edição de ontem, detalhou uma das versões sobre o dossiê contra Serra. Esta é uma das facetas desta campanha: os jornais entraram com tudo na campanha (não na cobertura da campanha). Não se trata de jornalismo, mas de panfletagem. Voltamos até nisto à época de Getúlio Vargas. Vou reproduzir parte da matéria:

Relatório da Polícia Federal (PF), divulgado na quarta-feira (20), sinaliza que a montagem do chamado “dossiê tucano” foi acertada em 2009, em Brasília, quando o jornalista Amaury Ribeiro Júnior descobriu que o deputado Marcelo Itagiba (RJ) reuniu um grupo de espionagem, a serviço de José Serra, para devassar a vida do ex-governador de Minas Aécio Neves. Mas a documentação começou a ser reunida bem antes, no início de 2008, em Belo Horizonte. No primeiro trimestre de 2008, muito antes de se decidir sobre os possíveis candidatos à Presidência, o dossiê já era montado na capital mineira. A investigação do jornalista mirava as movimentações financeiras das empresas ‘Decidir.com’, com sede nas Ilhas Virgens, e Patagon, na Argentina. Repórter especial do jornal “Estado de Minas”, Amaury Ribeiro Júnior foi o responsável pelo levantamento, com base nos dados produzidos durante as investigações da CPI do Banestado, iniciada em 2003, sobre a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais entre 1996 e 2002 – cerca de US$ 84 bilhões. Ainda no início de 2008, durante a produção do dossiê, Amaury Ribeiro Júnior manteve contato com José Serra, em São Paulo, depois de fazer todas as apurações das movimentações das duas empresas suspeitas de lavagem de dinheiro, e que pertenciam a Verônica Serra, filha de Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas, dono do Banco Opportunity. Com o conhecimento do dossiê, Serra viajou para Belo Horizonte, onde participou das comemorações dos 80 anos do jornal “Estado de Minas”, em festa no Palácio das Artes para 2 mil convidados. Além dele, outro governador presente foi José Roberto Arruda, do Distrito Federal, cotado para ser o vice de Serra, indicado pelo DEM, numa chapa com o PSDB. Arruda acabou perdendo o seu mandato no ano passado, após série de denúncias contra seu Governo. Estava presente ainda seu vice, Paulo Octávio, que também caiu. O assunto dominante na noite foi o recado a José Serra dado, indiretamente, em discurso pelo diretor do jornal, Álvaro Teixeira da Costa: “Não mexa com Minas, que Minas reage” – referência à possível espionagem de Itagiba contra Aécio Neves. No final do ano passado, quando os nomes da corrida presidencial estavam praticamente definidos, o jornalista deixou o jornal. A notícia do dossiê chegou à cúpula tucana. O caso foi abafado. Com a documentação em mãos, Amaury Ribeiro Júnior se encontrou com Luiz Lanzetta, responsável, até então, pela coordenação de comunicação da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. O encontro aconteceu em abril, em Brasília. Amaury confirmou que, durante o período em que ficou em Brasília, negociou com a equipe da pré-campanha de Dilma Rousseff. O jornalista ficou hospedado num flat e as despesas teriam sido pagas por “uma pessoa do PT” ligada à candidatura governista.

A campanha em sua reta final


Faltam 09 dias. E todas pesquisas da semana revelam Serra em queda e Dilma em ascensão. Em outras palavras: o candidato tucano não conseguiu surfar na onda que o levou ao segundo turno. Perdeu o eixo. Tudo pode ocorrer, é verdade. Mas Serra, durante toda a eleição, se revelou totalmente despreparado para enfrentar uma disputa desta natureza. Errou por diversas vezes. A derrota é pessoal. Não é do partido, nem de aliados. Os erros foram todos pessoais. Demonstraram uma pessoa insegura, com tal ânsia de poder que parecia uma criança tentando disputar um jogo de botão como se demonstrasse definitivamente sua superioridade na espécie humana. Serra perdeu seu currículo e se desmanchou como promessa de liderança. É frágil, desarticulado, centralizador, sem brilho, sem carisma, arrogante.
Tudo pode acontecer. O terreno é dos mais movediços. Mas Serra já perdeu enquanto político. Conseguiu atingir sua família, seus aliados e apoiadores mais próximos. Dividiu seu partido. E contribuiu, ao lado de Dilma e petistas xiitas, para esta campanha ser a pior de todas desde o final da ditadura militar. Uma página das mais tristes da história política nacional. Ambos não representam o que o Brasil tem de melhor. Representam o que tem de pior.