sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Seminário Projeto Microbacias de SP, RJ e SC


Durante dois dias, ficamos imersos num seminário intenso e muito produtivo. Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro socializaram suas experiências de organização de políticas públicas a partir de microbacias. Ao final, fiz uma tentativa de síntese. Passo a socializar alguns dos pontos que considerei mais instigantes:
1) As três experiências procuram construir políticas de Estado e não apenas de governo
2) As três experiências criam uma rede ou sistema, integram programas a partir da base/território/município
3) Adotam Metodologias Participativas (o saber social), o que chega a incluir a escola e contratação de técnicos do projeto pelos próprios agricultores, diagnósticos participativos e definição de planos e ações
4) Adotam a Microbacia como unidade de planejamento
5) As três experiências não partem de um modelo pré-concebido de ação, incorporando a criatividade social. Este é um sinal muito importante de mudança da lógica estatal, absolutamente refratária ao saber social e à inovação comunitária. Há exemplos fantásticos, como a criação de policiamento rural ou mesmo a denominação de "ruas" (estradas vicinais interpropriedades), que acabaram sendo reconhecidas pelo Correio. Dificilmente estas demandas seriam elaboradas em gabinetes sem a participação efetiva dos agricultores rurais na definição de ações, prioridades e projetos
6) Atenção à educação, principalmente em relação à adoção de cursos para agricultores e implantação de projetos nas escolas públicas de ensino básico (como o Aprendendo com a Natureza, em SP).

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